Em 2006, trabalhadores brasileiros realizaram 193 paralisações

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Estudo elaborado pelo Dieese revelou que, nos primeiros seis meses de 2006, os trabalhadores brasileiros realizaram 193 paralisações que interromperam as atividades produtivas por mais de 15 mil horas. Pelo terceiro ano, a maioria das greves ocorreu na esfera pública.

Estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelou que, nos primeiros seis meses de 2006, os trabalhadores brasileiros realizaram 193 paralisações que interromperam as atividades produtivas por mais de 15 mil horas. Pelo terceiro ano, a maioria das greves ocorreu na esfera pública.

Das 193 greves, 45% foram originárias da região Sudeste e 24% do Nordeste. Compuseram a pesquisa, ainda, 9% de greves oriundas do Sul, 6% do Norte e 5% do Centro-Oeste. Cerca de 9% das paralisações tiveram abrangência nacional, enquanto três movimentos atingiram unidades da federação pertencentes a duas regiões geográficas distintas.

Foram observadas greves em 22 estados.  São Paulo teve a maior incidência de paralisações, com 29% do total de movimentos noticiados. Em seguida vêm os estados do Rio de Janeiro, com 11% do painel, Pernambuco (7%), Santa Catarina (6%) e Paraíba (5%).

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores em seus movimentos grevistas, destacam-se: reajuste salarial; adoção ou aprimoramento de Planos de Cargos e Salários (PCS); fornecimento de auxílio alimentação ou o seu reajuste; cumprimento de acordo; melhores condições de trabalho; contratação de trabalhadores; estabelecimento ou reajuste dos pisos salariais e auxílio médico, entre outras.

Algumas reivindicações são localizadas em alguns setores, como o PCS entre os funcionários públicos e Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) entre os industriários.

Veja aqui a íntegra do estudo.