O debate ocorreu dentro do painel sobre a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa), que assessora a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o banco.
Diretora do Sindicato e da Contraf-CUT, Fabiana Uehara revelou que, a cada dia, pelo menos 7 empregados perdem a função na Caixa. “Não vamos admitir que a empresa continue desrespeitando os empregados dessa maneira. Para coibir essa prática, estamos preparando uma estratégia de longo alcance para frear a postura de alguns gestores”.
O atual sistema de remuneração adotado pela Caixa deixa os empregados dependentes da função gratificada, já que ela geralmente representa mais de 50% do salário. E há o receio de que a reestruturação tenha impactos no contracheque dos bancários.
“Essa prática é vergonhosa e vamos continuar denunciando e exigindo que a Caixa não incentive esse ranqueamento”, disse.
Em relação à promoção por mérito, os representantes dos empregados reafirmaram que a Caixa manteve, durante reunião da comissão paritária realizada em 21 de março, a posição de intransigência e não aceitou negociar a redução da carga horária de capacitação a distância da Universidade Caixa. Com isso, ficou mantido o que prevê o acordo coletivo com a realização de 6 horas aulas por mês dentro da jornada.
No que diz respeito à reestruturação, o Sindicato enviou ofício à Caixa cobrando uma reunião para esclarecimentos, conforme informou Fabiana Uehara. “Queremos informações mais detalhadas sobre o plano, como o destino das unidades extintas, a nova configuração de todas as unidades e os organogramas divulgados internamente”, salientou a dirigente sindical.
Em 23 de abril, a Caixa anunciou um novo modelo de gestão, dentro de um projeto de reestruturação que vai afetar diversos processos em curso e a configuração de áreas, atingindo muitos trabalhadores da base de Brasília.
Dirigentes sindicais e empregados também reivindica melhores condições de trabalho para todos os empregados e mais segurança para os tesoureiros. “Cobramos da empresa a contratação de mais empregados, o fim do assédio moral, o fim das metas abusivas e mais segurança nas agências”, afirmou Enilson da Silva.
“A rotina de trabalho dos tesoureiros é marcada por fortes demandas, por alto grau de responsabilidade e pela exposição a riscos”, completou Fabiana Uehara.
Segundo ela, em negociação entre os representantes dos empregados e da Caixa ocorrida em janeiro, a CEE/Caixa questionou a empresa por continuar atribuindo aos ocupantes da função de tesoureiro a responsabilidade pelo preenchimento do Termo de Verificação de Ambiência (TVA), atividade que os deixa ainda mais atribulados. Em discussões anteriores, o movimento sindical havia reivindicado que tal atribuição não fosse direcionada aos tesoureiros, para que o gestor da unidade pudesse optar por designá-la a outro empregado.
“A falta de avanços nas discussões é de responsabilidade exclusiva do banco. Nesse sentido, queremos que a Caixa cumpra ao menos o que está no acordo coletivo”, observou Fabiana Uehara.


























































































































































