Em nota enviada aos funcionários, BB admite prática cotidiana de assédio moral

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Descomissionamento por ato de gestão é assédio moral

A cada dois dias úteis, um bancário é descomissionado sem motivo no Banco do Brasil. A prática nefasta, que fere o acordo coletivo assinado pela própria empresa com seus trabalhadores, foi confirmada em nota enviada pela instituição financeira aos funcionários na terça-feira 28 de agosto, Dia do Bancário, e reforçado por nota enviada nesta quinta 30. Os textos são assinados pelo diretor responsável pelas negociações com o funcionalismo. Em vez do diálogo, o gestor do BB busca a coação, e rasga o acordo que ele mesmo assinou.

 

Para o Sindicato, o descomissionamento por ato de gestão, prática imoral, é arma de gestores incompetentes, assediadores, que não se preocupam com o futuro do Banco do Brasil, uma vez que todo descomissionamento por ato de gestão gera processo de assédio moral que, por sua vez, leva a instituição a pagar indenizações milionárias. Quem paga a conta é o povo brasileiro. Ocasiona também o adoecimento e o medo, precarizando sobremaneira as condições de trabalho.

 

O desespero bateu na direção da empresa. E como diz a música de Zé Geraldo: “não se deixe intimidar pela violência, o poder da sua mente é toda sua fortaleza… Toda força bruta representa nada mais do que um sintoma de fraqueza”.

 

Os funcionários descomissionados por ato de gestão em Brasília vêm incorporando a comissão e ganhando indenizações por assédio moral.

 

Da Redação