Equidade de gênero e paridade na representação são aclamadas na Plenária de Mulheres da CUT Brasília

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Os avanços garantidos nos últimos 12 anos, durante os governos democrático-populares, ainda não foram suficientes para desassociar a sociedade brasileira do patriarcalismo, do machismo e da desigualdade entre homens e mulheres. Durante a Plenária de Mulheres da CUT Brasília, realizada nesta quinta-feira (29), ações essenciais como a Reforma Política e a ocupação dos espaços de poder pelas mulheres foram pleiteadas para construir uma sociedade justa e igualitária.

“O capitalismo se apropriou de lutas históricas das mulheres. O lema ‘meu corpo me pertence’, utilizado fortemente pelo movimento feminista, tornou-se para o capitalismo ‘o corpo é meu negócio’”, refletiu a militante da Marcha Mundial de Mulheres, Soninha Coelho. Segundo ela, o ataque do capital às lutas e conquistas das mulheres pode ser rechaçado através da Reforma Política, bloqueando o poder econômico nas eleições, do pleno emprego, do fim do assédio moral e sexual nos espaços públicos, da igualdade de direitos entre os gêneros.

A professora Rejane Pitanga, ex-presidenta da CUT Brasília, pontuou que a “luta em defesa das mulheres tem a digital da classe trabalhadora, principalmente da militância CUTista”. “A CUT foi uma das primeiras entidades a discutir estatutariamente a questão da paridade. Apesar disso, ainda temos muito a construir rumo à paridade e à ocupação de espaços de poder pelas mulheres, no sentido de criar condições plenas de disputa para este grupo”, disse durante sua intervenção na Plenária de Mulheres.

A Reforma Eleitoral, para a deputada federal Érika Kokay (PT-DF), “é imprescindível para que se amplie a democracia”. “Este Congresso Nacional que não tem negros, não tem mulheres, não tem indígenas, não tem trabalhadores, não nos representa. Precisamos de uma Reforma Política para transformar a nossa realidade”, avaliou a parlamentar. Ela ainda lembrou como as forças da direita atacaram os direitos dos trabalhadores enquanto estiveram na Presidência da República e, depois, como oposição. “Não podemos aceitar retrocesso. Retirada de direitos, nunca mais”, frisou.

“O debate realizado durante a Plenária de Mulheres é um dos caminhos que podemos percorrer para construirmos os instrumentos necessários que garantirão o cumprimento das nossas reivindicações. É através da formação associada à atuação que ocuparemos os espaços de poder, garantiremos a paridade e consolidaremos, de uma vez por todas, uma sociedade justa, igualitária e fraterna”, avaliou a secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT Brasília, Graça de Sousa.

A Plenária de Mulheres da CUT Brasília abriu os debates da 14º Plenária Estatutária da Central, que será realizada nesta sexta-feira e sábado (30 e 31/05). As propostas das mulheres serão encaminhadas ao debate da 14º Plenária para serem inseridas no plano de lutas da CUT Brasília.

Fonte: CUT Brasília