CUT-DF – André Barreto
Depois de quatro dias em greve os trabalhadores rodoviários decidiram finalizar o movimento grevista. A decisão foi tomada após proposta do governo de 9% de reajuste salarial, que incidirá sobre os benefícios da categoria, retroativo a 1º de maio. Além disso, os trabalhadores garantiram a manutenção do acordo coletivo, o não desconto dos dias parados e nenhuma punição aos grevistas.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, João Osório, abriu a assembléia de hoje historiando todos os passos da negociação, lembrando que a greve foi o último recurso. “Nossa pauta de reivindicações foi aprovada em 30 de março. Até a deflagração da greve, na segunda-feira passada, não tivemos nenhum avanço”, justificou.
João Osório agradeceu a intermediação da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara durante as negociações e “criticou setores da imprensa que desacreditaram e agrediram a categoria e o movimento paredista”, numa alusão ao jornalista Cláudio Humberto, que rotulou a greve de “selvagem”.
Independentemente do reajuste da categoria, não haverá aumento das tarifas. “O governador Rogério Rosso instituiu uma comissão para analisar as planilhas de custos das empresas. Até a conclusão desse estudo não haverá nenhum reajuste nas passagens”, garantiu João Osório.
Com a deliberação, os rodoviários voltam aos trabalhos ainda hoje.
Multa
Sobre a multa aplicada sobre o Sindicato pelo TRT – no valor de R$ 100 mil ao dia -, pelo não cumprimento em colocar 60% da frota rodando, João Osório disse que “a entidade vai tentar reverter isso na justiça, provando que os causadores da infração foram os empresários”.


























































































































































