Ministros do governo federal receberam nesta quarta-feira (26), em Brasília, representantes dos mais diversos segmentos da sociedade civil para o Encontro com Movimentos Sociais. O presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, não compareceu ao evento para realizar um sobrevôo nas áreas atingidas pelas enchentes decorrentes das chuvas no estado de Santa Catarina.
O presidente do Sindicato, Rodrigo Britto, participou do encontro.
O encontro reuniu entidades sindicais do campo, das mulheres, dos negros, dos povos indígenas, de juventude, de reforma urbana, de direitos humanos e de economia solidária e cooperativismo, entre outros. Organizado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, que coordena as relações do governo com a sociedade civil, o evento avaliou os avanços sociais e a situação econômica do País. O ministro da Secretaria Geral, Luiz Dulci, fez uma apresentação sintética dos resultados sociais do governo. O trabalho social do governo está inserido em um projeto nacional de desenvolvimento, com características novas, que começaram a ser implantadas em 2003, explicou Dulci.
Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou da situação econômica e financeira e das ações e medidas que o governo brasileiro tem adotado para enfrentar a crise internacional. Promovemos um novo ciclo de desenvolvimento, que implica em um crescimento mais vigoroso, afirmou o ministro, lembrando que hoje o País tem como aliados o forte dinamismo da economia; a inflação sob controle; a robustez fiscal (maiores superávits e melhor composição da dívida) e menor vulnerabilidade externa.
Em seu discurso, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, abordou as perspectivas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e o professor Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apresentou as conclusões de suas recentes pesquisas.
O governo também ouviu as preocupações e propostas dos movimentos sobre a situação social e econômica do País. Cerca de 400 lideranças de entidades da sociedade civil compareceram ao evento. Foram ouvidas representantes de segmentos sociais, como a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf, e Marina dos Santos, coordenadora do Movimento dos Sem-Terra (MST).
Redução da desigualdade
A política social do governo busca concretizar os direitos sociais tradicionalmente reconhecidos pelo Estado – trabalho, educação e saúde -, além de reconhecer e garantir os novos direitos, como a igualdade étnica e de gênero. Em 2003, para assegurar que esses temas permeiem todas as demais áreas governamentais, foram criadas as Secretarias Especiais de Mulheres; a de Políticas e Promoção da Igualdade Racial e a de Direitos Humanos.
Entre os objetivos sociais, destaque para redução da pobreza, da desigualdade e da fome; crescimento da ocupação, do emprego e da renda; desenvolvimento rural sustentável e a garantia do acesso à educação de qualidade. Há, ainda, a promoção do acesso universal à saúde, o fortalecimento da cidadania e da participação social.
Em 2003, 12,5% das crianças menores de cinco anos estavam abaixo do peso, índice que caiu para 4,8% em 2008. O salário mínimo teve crescimento real de 50,9% entre janeiro de 2003 e outubro de 2008. O Bolsa Família atende atualmente 11 milhões de famílias, que recebem em média R$ 85,00 por mês.
O Saúde da Família tem hoje 29.149 equipes que beneficiam mais de 92,4 milhões de brasileiros em 5.233 municípios e o Brasil Sorridente tem 17.588 equipes de saúde bucal, atendendo mais de 84 milhões de pessoas em 4.567 cidades.


























































































































































