Greve começa forte e atinge 90% dos locais de trabalho em todo o DF

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Os bancários mostraram sua disposição de luta nesta terça-feira 27, primeiro dia da greve nacional da categoria. Em todo o Distrito Federal, a paralisação atingiu cerca de 90% dos bancos que estão em greve, envolvendo agências e postos de atendimento bancário (PABs), de instituições financeiras públicas e privadas, além dos prédios administrativos do BB e da Caixa. A adesão é uma das maiores dos últimos anos.

A categoria deflagrou greve por tempo indeterminado na noite desta segunda-feira (26) após rejeitar a segunda proposta da Fenaban de reajuste salarial de 8%, aumento de apenas 0,2% em relação à proposta anterior, de 7,8%, e que não contém avanços nas reivindicações de emprego, saúde, condições de trabalho e segurança. Foram cinco rodadas de negociação.

“Os bancários responderam à altura a provocação da Fenaban, do BB e da Caixa. Esse é o melhor início de greve dos últimos anos, demonstrando que os trabalhadores têm convicção de que os bancos podem e devem melhorar a proposta”, afirma Eduardo Araújo, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.  

A greve segue por tempo indeterminado, já que os bancos não agendaram nova rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários e não há, portanto, nova contraproposta a ser apreciada pela categoria.

“Os bancos são os únicos responsáveis pela greve dos bancários, já que, mesmo sendo um dos setores mais lucrativos da economia brasileira, apresentaram uma proposta muito aquém do que podem oferecer e que os trabalhadores reivindicam. É por isso que os bancários cruzaram os braços e assim vão permanecer, firmes no propósito de verem atendidas suas justas demandas”, afirmou o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto.

 

Em todo o país, 4.191 agências fechadas

Segundo dados da Contraf-CUT, neste primeiro dia da greve nacional, os bancários fecharam 4.191 agências e centros administrativos em 25 estados e no Distrito Federal, envolvendo bancos públicos e privados. O balanço foi feito pela Contraf-CUT a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h. Os bancários de Roraima estão realizando assembleia na noite desta terça e deverão se juntar ao movimento nesta quarta.

Quarta tem assembleia

Nova assembleia organizativa do movimento será realizada nesta quarta-feira, às 17h, na Praça do Cebolão, no Setor Bancário Sul.

 

Reivindicações

 

As principais reivindicações dos bancários são:

 

– Reajuste de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%);
– Valorização do piso;
– Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral;
– Plano de Cargos e Salários (PCS) em todos os bancos;
– Vale-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio creche/babá iguais ao salário mínimo (R$ 545);
– Auxílio-educação para todos os bancários;
– PLR de três salários mais R$ 4.500;
– Proteção contra a dispensa imotivada, combatendo a rotatividade;
– Contratação de mais bancários;
– Jornada de trabalho de seis horas para todos os bancários;
– Ampliação do horário de atendimento para das 9h às 17h com dois turnos de trabalho;
– Igualdade na contratação, remuneração e ascensão profissional;
– Porta de segurança, câmeras com monitoramento em tempo real e vidros blindados em todas as agências e postos;
– Biombos entre a fila de espera e os caixas e divisórias individualizadas entre os caixas internos e os eletrônicos para combater “saidinha de banco”;
– Adicional de 30% de risco de morte para agências, postos e tesouraria.

Thaís Rohrer
Do Seeb Brasília