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A assembléia dos bancários de Brasília aprovou nesta quarta a continuação da greve em todos os bancos do DF. A paralisação da categoria na capital entra em seu terceiro dia com força cada vez maior. O movimento atinge todos os bancos e cresce o número de unidades paralisadas. |
Assembléia define ações que incluem passeata até o Ministério da Fazenda na segunda-feira 6
A assembléia dos bancários de Brasília aprovou nesta quarta-feira 1º de outubro a continuação da greve em todos os bancos do Distrito Federal. A paralisação da categoria na capital federal entra em seu terceiro dia com força cada vez maior. O movimento atinge todos os bancos e cresce o número de unidades paralisadas.
A luta mostra-se em crescimento também pelo país. Continuam em greve por tempo indeterminado os bancários da Bahia, do Maranhão e do Rio Grande do Norte. Em Porto Alegre, Santa Maria e São Leopoldo, cidades do Rio Grande do Sul, a greve prossegue na Caixa Econômica. Os bancários de Sergipe param hoje e os de Pernambuco realizam assembléia no final da tarde desta quinta-feira. Amanhã será realizada assembléia da base do Pará/Amapá.
As demais bases sindicais do país realizam assembléias na terça, dia 7, para deflagração de greve por tempo indeterminado a partir do dia 8. "Mesmo sendo o setor da economia brasileira que tem os maiores lucros, os bancos fizeram uma proposta inaceitável, apostando no confronto, diz Vagner Freitas, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e coordenador do Comando Nacional.
Para o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto, a forte e crescente greve em Brasília e pelo resto do país é a resposta contundente da categoria à proposta rebaixada da Fenaban.
Concentrações e piquetes pelo DF
A assembléia realizada na noite de ontem definiu uma série de ações de fortalecimento da mobilização. Os grevistas passam a se reunir diariamente, para um café matinal e organização dos piquetes, no Setor Bancários Sul (Praça do Cebolão e Matriz da Caixa) e em vários outros pontos do Distrito Federal. No decorrer do dia, serão realizadas atividades culturais e discussões com a população.
São iniciativas que visam também denunciar à sociedade o descaso dos bancos em relação aos trabalhadores e à população, para que eventuais ônus pela paralisação não sejam aceitos pelos clientes e usuários, mas sim cobrados dos banqueiros, diz André Nepomuceno, secretário-geral do Sindicato.
No início da noite desta quinta-feira, a categoria participa de assembléia de caráter informativo no Setor Bancário Sul, às 18h.
Passeata na segunda
Na segunda-feira, dia 6, os bancários se concentram no Setor Bancário Sul, às 15h, e saem em passeata até o Ministério da Fazenda para exigir mudança de postura dos bancos públicos nas negociações específicas e na mesa da Fenaban. O ato no ministério será encerrado com assembléia da categoria.



























































































































































