Greve nacional segue forte no segundo dia

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A greve nacional dos bancários segue crescente nesta quinta-feira (30), segundo dia de paralisação da categoria. A exemplo dos 26 Estados, a greve no Distrito Federal começou forte e a tendência é que a adesão cresça ainda mais neste segundo dia. A maioria das agências de Brasília e de todas as regiões administrativas amanheceu fechada nesta quinta. A expressiva mobilização é vista também nos prédios administrativos.

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Assista à cobertura da assembleia do dia 28 na TV Bancários

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Minuta geral de reivindicações da Campanha
Nacional 2010

Veja imagens do primeiro dia da paralisação

Em todo o Brasil, segundo dados da Contraf-CUT, os trabalhadores fecharam, no primeiro dia da greve, mais de 4 mil agências, de bancos públicos e privados, em todas as capitais e em diversos municípios do interior do país onde há presença de instituições financeiras, além de centros administrativos – número maior que no ano passado.

Ao final da tarde de ontem, sem nova proposta por parte dos bancos, os bancários do DF aprovaram, em assembleia realizada na Praça do Cebolão, no Setor Bancário Sul, a continuidade da greve por tempo indeterminado.

“Enquanto a Fenaban não apresentar uma contraproposta decente, que englobe aumento real e melhorias das condições de trabalho (saúde, segurança e emprego, por exemplo), seguiremos com nosso movimento nacional. E quem ainda não aderiu à greve deve se juntar aos colegas que já estão de braços cruzados. Vamos mostrar toda a nossa capacidade de luta e de organização aos banqueiros”, destaca Rodrigo Britto, presidente do Sindicato.

O que os bancários reivindicam:

  • Piso salarial de R$ 1.510 para portaria, R$ 2.157 para escriturário (salário mínimo do Dieese) e R$ 2.913 para caixas.
  • Aumento para um salário mínimo (R$ 510) dos valores do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá.
  • Jornada de 6 horas sem redução salarial
  • PLR de três salários mais R$ 4 mil fixos.
  • 11% de reajuste salarial.
  • Proteção à saúde do trabalhador, que inclua o combate às metas abusivas, ao assédio moral e à falta de segurança.
  • Medidas para proteger o emprego, como garantias contra demissões imotivadas, reversão das terceirizações e fim da precarização via correspondentes bancários.
  • Mais contratações para amenizar a sobrecarga de trabalho e acabar com as filas.

Rodrigo Couto
Do Seeb Brasília