Greve obriga bancos a negociarem. Rodada de negociação ocorre nesta quinta-feira 16

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A força da greve nacional dos bancários colocou os patrões na parede. A Justiça do Trabalho em São Paulo chamou os banqueiros às falas para que voltem à mesa de negociação com os trabalhadores. Foi estabelecida, inclusive, a data – quinta-feira, dia 16, pela manhã – para que a Fenaban rompa o silêncio ao qual se recolheu desde 24 de setembro, quando colocou na mesa a proposta rebaixada que levou a categoria à greve. 

A força da greve nacional dos bancários colocou os patrões na parede. A Justiça do Trabalho em São Paulo chamou os banqueiros às falas para que voltem à mesa de negociação com os trabalhadores. Foi estabelecida, inclusive, a data – quinta-feira, dia 16, pela manhã – para que a Fenaban rompa o silêncio ao qual se recolheu desde 24 de setembro, quando colocou na mesa a proposta rebaixada que levou a categoria à greve. 

A determinação partiu do desembargador Nelson Nazar, vice-presidente judicial do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, durante audiência de conciliação provocada pela instauração de dissídio coletivo de greve por parte do Ministério Público do Trabalho (MPT), ocorrida nesta terça-feira 14. 

Para o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto, o fato de a Justiça do Trabalho em São Paulo não julgar o dissídio e abrir prazo para negociações deixa implícito o reconhecimento de que a greve é de inteira responsabilidade dos banqueiros e que a categoria bancária está coberta de razão ao cruzar os braços em busca de suas reivindicações. "A retomada das negociações nesta quinta-feira – diz ele – resultou da força da nossa greve por todo o país, a exemplo do fantástico movimento que estamos realizando há 16 dias aqui em Brasília. Isso praticamente obriga os banqueiros a apresentarem uma proposta que de fato possa resolver o impasse".

O secretário-geral do Sindicato, André Nepomuceno, ressalta a importância de a categoria manter-se mobilizada e firme nas suas ações, até que surja uma possibilidade concreta de entendimento com os bancos: "Estamos em um momento crucial de nossa luta e não podemos afrouxar a correia face à simples retomada das negociações, porque há a hipótese de não sair proposta viável nesta quinta-feira e aí temos que estar preparados para a continuidade da greve na sexta e na semana que vem".  

A solução para o impasse na greve é também de responsabilidade das direções da Caixa, do Banco do Brasil e do BRB. "Além de se esforçarem no âmbito da Fenaban por uma proposta decente a ser feita ao conjunto da categoria bancária, estes bancos terão também que oferecer resposta à altura das reivindicações específicas de seus empregados", enfatiza Rodrigo Britto.

Desdobramentos da questão judicial em São Paulo

O Ministério Público já havia obtido liminar para que 70% dos serviços bancários fossem mantidos em funcionamento pelas bases do Sindicato de São Paulo e da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS). A multa estipulada para o caso de descumprimento era de R$ 200 mil por dia.

A liminar também foi suspensa pelo desembargador, retroativamente e sem multas, para que o impasse seja resolvido na mesa de negociação. Em contrapartida, quer que os bancários das bases do Seeb/SP e da Feeb SP/MS suspendam a greve em até 48 horas (contadas a partir desta terça 15), permanecendo apenas em estado de greve. Os bancários de São Paulo, Osasco e Região permanecem em greve e realizam assembléia nesta quinta 16, às 19h. 

O desembargador estipulou ainda prazo de cinco dias úteis para que sejam realizadas rodadas de negociação e a campanha seja resolvida. Caso contrário, as partes devem voltar ao tribunal.

Todos às assembléias. A greve entra em fase crucial e exige ainda mais união e participação. 

Assembléia informativa e de organização nesta quarta-feira 15, às 17h, no SBS.

Assembléia deliberativa nesta quinta-feira 16, às 18h, no SBS.