A greve dos bancários ganha força também na Caixa. Nesta quinta-feira (30), houve um aumento significativo no número de agências paralisadas do banco. Mais da metade das unidades estão fechadas e a adesão da categoria cresce a cada dia, tanto nas agências quanto nos prédios.
“Apesar da mobilização dos bancários, a Caixa permanece intransigente, insistindo em não negociar com os bancários. Temos uma extensa pauta específica, com muitos assuntos de grande importância. Entendemos que só será possível dobrar a direção da Caixa com o empenho de todas e todos”, afirma Antonio Abdan, empregado da Caixa e diretor do Sindicato.
A Caixa insiste em práticas antissindicais, pressionando os empregados que estão no movimento de greve para que voltem ao trabalho e tentando impedir o funcionamento dos comitês de esclarecimento. “Os empregados que estiverem sofrendo qualquer tipo de pressão por causa da greve devem procurar o Sindicato, pois o nosso movimento é legítimo e nós não iremos aceitar qualquer tipo de pressão”, afirma Wandeir Severo, empregado da Caixa e secretário de Formação do Sindicato.
“A participação ativa de todos os bancários é de extrema importância, uma vez que cada um de nós é responsável pelos resultados obtidos pelo nosso movimento. Faço, ainda, um chamado aos empregados novos à greve, que têm seus principais benefícios conquistados através da luta”, afirma Fabiana Proscholdt, empregada da Caixa e secretária de Saúde do Sindicato.
Veja as principais reivindicações da pauta específica dos bancários da Caixa:
- Aperfeiçoamento do PFG
- Realização imediata da promoção por mérito referente à 2009
- Reconhecimento, por parte da Caixa, do CTVA como verba salarial para fins de aporte à Funcef
- Não a qualquer forma de discriminação aos colegas que permanecem no REG/REPLAN não saldado
- Extensão do auxílio-alimentação e cesta-alimentação a todos os aposentados e pensionistas
- Implantação do Plano Saúde Família
- Proibição de criação de correspondentes bancários onde existam agências bancárias
- Contratação imediata de mais empregados, atingindo-se o número mínimo de 100 mil
- Adoção da jornada de 6 horas para todos os empregados
- Igualdade de conquistas entre novos e antigos.
André Shalders
Do Seeb Brasília


























































































































































