A greve nacional da categoria completou hoje duas semanas crescendo substancialmente em adesões e arrancando dos bancos mais uma rodada de negociação, com a Fenaban, o Banco do Brasil e com a Caixa Econômica Federal.
Em Brasília, o movimento fechou nesta quarta-feira 90% das agências, de bancos públicos e privados, e atingiu fortemente também os prédios administrativos. “A garra e a determinação dos bancários estão dando o tom dessa greve, que vem mostrando sua força mesmo após catorze dias parados. É o recado dado pela categoria contra os abusos dos bancos nas negociações”, destaca Rodrigo Britto, presidente do Sindicato.
A reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban estava marcada para o início desta noite e será sucedida pela rodada de negociação com o BB. Na Caixa, será amanhã, a partir das 9h. Os bancários esperam uma proposta decente e que ponha fim à greve, que continua, conforme deliberação da assembleia desta quarta no Setor Bancário Sul.
Na assembleia os bancários foram informados sobre a realização da atividade de greve hoje em frente ao Centro Cultura Banco do Brasil (CCBB), onde a Presidência da República está funcionando temporariamente, e a entrega de um dossiê sobre a paralisação a vários parlamentares com intuito de buscar expandir os apoios à Campanha Nacional dos Bancários 2009.
Solidariedade aos bancários do Rio
Aprovou-se também na assembleia uma moção de repúdio ao superintendente do Banco do Brasil no Rio de Janeiro, Sandro José, pela sua postura contra as mobilizações dos trabalhadores subordinados à sua chefia. Ele entrou com pedido de liminar de interdito proibitório e usou seguranças de forma truculenta como resposta às ações da greve.
Nova assembleia nesta quinta-feira, às 18h, na Praça do Cebolão.
Pressão contra o Itaú
Integrantes da Superintendência do Itaú-Unibanco foram surpreendidos na manhã desta quarta-feira por uma manifestação organizada pelo Sindicato em frente ao hotel Naoum Plaza, no Setor Hoteleiro Sul, onde estava marcada reunião com a equipe de gerentes da instituição em Brasília para adoção de medidas contra a greve.
Os gestores foram recebidos com faixas de protesto denunciando o assédio moral e as demissões promovidas pelo banco, principalmente por conta do processo de fusão. A presença mais aguardada era a da gestora Joilva, antiga conhecida pelos funcionários pela prática de assédio moral dentro da empresa. Mas os superintendentes mais uma vez fugiram ao diálogo, preferindo sair pela porta dos fundos.
Apoio parlamentar
O deputado federal Geraldo Magela (PT-DF) encaminhou carta, assinada pelas lideranças partidárias na Câmara, solicitando ao ministro Guido Mantega, da Fazenda, e ao presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fábio Barbosa, "o maior empenho no restabelecimento das negociações e na busca de uma solução para a greve dos bancários".
Atualizado às 22h24


























































































































































