O lucro dos bancos no ano passado mostra mais vez o completo desvirtuamento do sistema financeiro no Brasil. Em nenhum lugar do mundo os bancos têm tamanha taxa de lucratividade, graças sobretudo aos altos spreads e à taxa de juros camarada oferecida pelo Banco Central.
O lucro dos bancos no ano passado mostra mais vez o completo desvirtuamento do sistema financeiro no Brasil. Em nenhum lugar do mundo os bancos têm tamanha taxa de lucratividade, graças sobretudo aos altos spreads e à taxa de juros camarada oferecida pelo Banco Central. E em nenhum outro país o sistema financeiro atua de forma tão tímida na oferta de crédito à produção.
Mais grave ainda é o fato de os bancos públicos, especialmente o Banco do Brasil, seguirem essa lógica irracional da especulação, quando deveriam fazer o oposto: usar o seu peso para forçar o sistema a baixar o spread e os juros e reduzir as tarifas, além de serem o agente financeiro da União na oferta de crédito visando o crescimento econômico e a geração de empregos.
É lamentável ver o BB tendo como foco estratégico a disputa de índice de lucratividade com o Bradesco e o Itaú, praticando a mesma política dos bancos privados e desempenhando o seu papel de banco público apenas como ação de marketing, por ser apenas periférico, critica Eduardo Araújo, diretor do Sindicato. O pior é que o BB está disputando com o Itaú e com o Bradesco até na política de recursos humanos.


























































































































































