Sem avanços nas questões específicas, os bancários da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve por tempo indeterminado, ratificando assim a rejeição à última proposta apresentada pela direção da empresa, na rodada de negociação do dia 8. Com isso, a greve dos empregados da Caixa completa nesta sexta 23 dias.
“Ao contrário das investidas irresponsáveis da direção da Caixa para tentar minar o nosso movimento, a paralisação ganha fôlego e de forma diretamente proporcional ao sentimento de indignação e revolta dos funcionários, que estão se mostrando aguerridos mesmo após uma semana do fim da greve nos outros grandes bancos”, destacou o diretor do Sindicato Raimundo Félix.
Os bancários exigem a retomada das negociações para que a empresa coloque na mesa uma nova proposta que contenha avanços principalmente em relação às reivindicações sobre igualdade de direitos entre novos e antigos, mais contratações para acabar com a sobrecarga de trabalho e evolução do PCC (Planos de Cargos Comissionados).
Nesta quinta-feira, os esforços dos dirigentes sindicais se concentraram na busca por apoios junto a parlamentares, como o senador Paulo Paim, e a órgãos do governo, como o Ministério do Planejamento, na tentativa de pôr fim ao impasse.
“Nossa mobilização vai continuar, e nesse mesmo ritmo, até quebrar a intransigência dessa diretoria que está à frente da condução da Caixa, uma gestão marcada pelo falta de compromisso com os empregados e com a população”, declarou o diretor do Sindicato, Wandeir Severo.
Os bancários fazem nova assembleia hoje, às 16h, em frente ao prédio da filial, no Setor Bancário Sul.


























































































































































