No Distrito Federal, em 2007, os negros representavam pouco menos que dois terços da população em idade ativa e da população economicamente ativa. Esta parcela representa 69,5% dos trabalhadores desempregados e possui uma clara predominância nos segmentos menos estruturados do mercado de trabalho. Os negros continuam sendo ampla maioria na construção civil e nos serviços domésticos, setores marcados pela menor cobertura dos mecanismos de proteção social, baixos rendimentos, e jornadas extensas. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), que serão divulgados nesta terça-feira 18 de novembro.
Em 2007, a população em idade ativa negra no DF era composta por 1.259 mil pessoas, o que correspondia a uma participação de 63,7%. No mercado de trabalho, por sua vez, os negros representavam 64,5% dos trabalhadores. Deste total, 82,3% estavam ocupados, ao passo que 17,7% desempregados. De cada 10 desempregados, aproximadamente 7 eram negros (veja tabela abaixo).
No ano passado, os negros apresentaram uma taxa de participação um pouco superior à registrada pela população não-negra: 65,7% contra 63,4%. Constata-se que os negros não só entram mais cedo, como também permanecem no mercado de trabalho mais tempo do que os não-negros (veja gráfico abaixo).
Maioria dos negros está no setor de serviços
Em 2007, os negros residentes no DF encontravam-se ocupados majoritariamente no setor de serviços (62,0%), seguido, não tão de perto, pelo comércio (15,7%) e pelo emprego doméstico (11,9%).
De acordo com os dados da PED, em 2007, 68,0% dos negros se inseriam no mercado de trabalho do DF por meio de um contrato padrão (assalariados com carteira e estatutários), enquanto que quase um terço se valiam de outras formas de contratação (veja abaixo na tabela).




























































































































































