
Em uma visão superficial, isto não pareceria algo importante para os funcionários do BRB, não fosse um importante detalhe: a BRBCARD é uma coligada do BRB que tem como acionista a Associação dos Empregados do BRB (AEBRB), dona de 30% da empresa. A AEBRB, que pertence aos funcionários do banco, é responsável pelo custeio de 25% das despesas da Saúde BRB. Considerando que a maior fonte de recursos da AEBRB é a participação acionária na BRBCARD, e considerando que a BRBCARD pode perder a maior parte de sua receita com a internalização da operação de crédito da empresa, a pergunta primeira que surge é: como a AEBRB pagará os 25% do custeio da Saúde BRB, visto que sua receita cairá drasticamente?
Diante disso, o Sindicato dos Bancários enviou ofício ao presidente do BRB, Vasco Gonçalves, e ao presidente do Conselho Deliberativo da AEBRB, Wendell Castro, solicitando informações mais detalhadas sobre a questão.
No ofício, o Sindicato afirma que não aceitará, em nenhuma hipótese, que um eventual custo da saúde, fruto da perda de receita da AEBRB, seja repassada para os funcionários. O Sindicato afirma ainda que, caso se confirme a perda de receita pela AEBRB, e esta não consiga arcar com os 25% do custeio conforme hoje prevê o plano de custeio da Saúde BRB, não aceitará também a piora dos serviços do plano de saúde dos funcionários do banco.
“A internalização da operação de crédito da BRBCARD, caso efetivamente esteja ocorrendo, ou venha a ocorrer, é decisão da direção do banco, que certamente sabe do efeito que isto pode provocar nas receitas da AEBRB, e consequentemente no custeio da Saúde BRB. Portanto, a responsabilidade pela manutenção da prestação de serviço de qualidade da Saúde BRB, sem onerar os funcionários, é do banco”, afirma Daniel de Oliveira, diretor do Sindicato.
Da redação



























































































































































