Diante da postura intransigente da Fenaban e da direção do BB e da Caixa, bancários de todo o país decidiram em assembleias realizadas nesta terça (28) cruzar os braços por tempo indeterminado. Trata-se de uma resposta ao descaso com que os banqueiros vêm tratando as reivindicações dos trabalhadores na mesa de negociações da Campanha Nacional.
Na quinta-feira 23, um dia após a última rodada de discussões com os banqueiros, o Comando Nacional enviou ofício à Fenaban comunicando que a proposta de reajuste de 4,29% não atende a reivindicação de aumento real. O Comando reafirmava ainda no documento que, mantendo a cultura de apostar no processo negocial, aguardava manifestação da Fenaban com uma nova proposta até a segunda-feira 27, para que pudesse ser submetida à apreciação das assembleias desta terça – o que não ocorreu.
“Esperávamos dos bancos uma nova contraproposta. Porém, mais uma vez apostando no enfrentamento em detrimento do diálogo, a Fenaban não demonstrou o menor compromisso nas negociações com os trabalhadores, de modo que não restou alternativa senão a greve. Essa postura de enrolação é inadmissível”, frisa Enilson da Silva, diretor do Sindicato.
Foram meses de negociações nas mesas temáticas (saúde e segurança, por exemplo) e mais de 30 dias discutindo a minuta com a Fenaban, sem avanços. Entre as principais reivindicações, os bancários querem valorização dos pisos, aumento real, mais empregos, fim do assédio moral e das metas abusivas e mais seguranças contra assaltos e sequestros.
Renato Alves
Do Seeb Brasília


























































































































































