Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília e o músico João Filho
De cima da laje da entrada da Galeria dos Estados, no Setor Bancário Sul, João Filho, da Meia Boca Band, tocava em seu saxofone canções novas e antigas, nacionais e internacionais. A ação inusitada aglomerou centenas de pessoas, que registravam a cena pelo celular e cantavam as canções escolhidas pelo artista. Enquanto isso, na parte de baixo, militantes CUTistas coletavam assinatura para a Lei da Mídia Democrática e discutiam com a população o Plebiscito Popular para a Reforma Política. Este foi o cenário do primeiro dia da Guerrilha Cultural e de Formação da CUT Brasília, realizada a partir do final da tarde desta quinta-feira (15).
“Nossa intenção é casar a cultura com a luta. Queremos promover os artistas de rua, que também são trabalhadores, aliando o debate sobre a democratização da mídia e a Reforma Política. Este é o papel da CUT Brasília”, disse o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto. Segundo o sindicalista, a intenção é de realizar a Guerrilha Cultural e de Formação até o final do mês do Trabalhador em outros setores da cidade, como estações do metrô, rodoviárias e praças públicas.
“Não só as pessoas ligadas à CUT e aos sindicatos filiados, mas os transeuntes que por aqui passam, como eu, ficam interessados por atividades como essa. É muito interessante para o brasiliense conhecer o que acontece na cidade. Quero parabenizar a CUT por essa iniciativa, por que é disso que o povo brasiliense precisa”, avaliou a advogada Andrea Lopes, que estava passando pela Praça Betinho (Cebolão) enquanto a Guerrilha Cultural e de Formação acontecia e resolveu ficar.
Para o bancário Sérgio Braga, a Guerrilha Cultural e de Formação “envolve não só a questão cultural, mas também a pauta dos trabalhadores e do povo brasileiro”. “A CUT não tem fronteiras. Ela não defende somente a pauta do trabalhador em si, mas a pauta dos brasileiros como um todo, inclusive os desempregados. A CUT trata da questão de classe, e os trabalhadores formam uma classe só. O envolvimento da cultura, da arte, com reivindicações que têm a ver com a necessidade do povo brasileiro, como a democratização da mídia, é uma coisa extremamente importante. É importante que tenham outras iniciativas desse tipo”, acredita o bancário.
“A CUT Brasília tem sido protagonista em várias ações. Isso apareceu no PL 4330, por exemplo. A Central de Brasília tem tido a capacidade de conectar as luta econômica, com a luta políticas e a luta cultural. Hoje, na hora do almoço, assinei aqui na atividade a coleta de assinaturas pela Lei da Mídia Democrática, uma lei importantíssima para o povo brasileiro. Isso combinado com a luta dos trabalhadores da cultura”, avalia o secretário nacional de Organização da CUT.
A Guerrilha Cultural e de Formação da CUT Brasília foi lançada em comemoração ao mês do Trabalhador, e tem uma agenda de programação que se estende até o dia 30 deste mês. Em cada dia, um artista popular se apresentará sob patrocínio dos sindicatos filiados à CUT numa área de grande concentração do Plano Piloto e das cidades satélites ou do Entorno.
Fonte: Secretaria de Comunicação da CUT Brasília



























































































































































