Lucro do BB sobe 50% no trimestre; Caixa bate recorde histórico

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Continuando com a estratégia dos bancos privados, de lucro a qualquer custo,  BB e Caixa divulgaram  nesta terça-feira o resultado do primeiro trimestre de 2007. Considerados os ganhos extraordinários do ano passado (créditos tributários de R$ 1,4 bilhão), houve queda de 40% no lucro líquido do BB. Caixa registra montante de R$ 777,5 milhões, 11,15% a mais que mesmo período do ano passado.

Continuando com a estratégia dos bancos privados, de lucro a qualquer custo,  BB e Caixa divulgaram  nesta terça-feira o resultado do primeiro trimestre de 2007. Considerados os ganhos extraordinários do ano passado (créditos tributários de R$ 1,4 bilhão), houve queda de 40% no lucro líquido.
 
Descontando-se esse fator, o lucro líquido de R$ 1,41 bilhão no primeiro trimestre foi 50% superior ao obtido no mesmo período do ano passado. Outros números que se destacaram foi o aumento de 33% na carteira de crédito, passando para R$ 140,38 bilhões. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado foi de 29,4%, contra 22,5% em igual período de 2006.
 
“Os números mostram mais uma vez que a direção do banco do Brasil não tem nenhum motivo para as medidas que vem tomando de corte de pessoal, descomissionamento, terceirização, além do terror que vem implantando nos locais de trabalho. Está indo na contramão dos objetivos de um banco público e da diretriz do governo Lula, de fomentar o crescimento e melhorar o atendimento à população”, afirma Marcel Barros, coordenador da Comissão de empresa dos Funcionários.
 
Mentira nos números

Em comunicado interno divulgado ontem a direção do Banco do Brasil afirmou que “… Em relação à Rede Varejo, as mudanças nas dotações levaram ao crescimento no número total de comissões na Empresa…” Na tabela divulgada no mesmo documento fica claro que ocorreu o inverso. A própria direção do banco escreveu que as dotações anteriores eram 58.848 (total na coluna Dotação Anterior) e passaram para 58.246 (total da coluna Dotação Nova), diminuição de 602 postos. “Será que a direção do banco acha que o bancário não sabe ler ou está tão acostumada a mentir em relação aos números que divulga que nem percebe essas bobagens?”, questiona Marcel. “Sem contar que alega que está “centralizando” com o objetivo de mandar as pessoas para as agências, argumento que cai por terra com os números apresentados.”

Caixa também bate recorde

No primeiro trimestre deste ano, a Caixa Econômica Federal registrou lucro recorde de R$ 777,5 milhões, valor 11,15% superior ao apurado em mesmo período do ano passado, que foi R$ 699,5 milhões. O resultado é o melhor em um primeiro trimestre de toda a história da empresa e foi puxado pelo crescimento de 19,86% das receitas com prestação de serviços e de 7,03% das receitas com operações de crédito.

O grosso das receitas com prestação de serviços, cujo resultado neste ano foi de R$ 1,675 bilhão, provém do governo federal e decorre do pagamento de benefícios de programas sociais como o Bolsa-Família. Corresponde, neste caso, a 52,3% do total das receitas com prestação de serviços. O valor dos benefícios pagos no primeiro semestre subiu de R$ 1,667 bilhão para R$ 1,875 bilhão.

Houve aumento também na carteira de crédito, com registro neste ano de R$ 42,936 bilhões. No setor habitacional, o financiamento chegou a R$ 2,8 bilhões, mas a Caixa estima que a meta para este ano alcance o valor de R$ 17 bilhões.

As despesas com pessoal cresceram 10,73%, chegando a R$ 1,683 bilhão. Parte desse volume se deve, segundo a empresa, ao reajuste concedido aos empregados em setembro do ano passado e ao aumento no número de empregados, que no período passou de 68,8 mil para 73,1 mil.

Ao apresentar os números à imprensa, a Caixa informou que vem substituindo prestadores de serviços terceirizados por empregados próprios em atividades consideradas típicas de banco, conforme prevê termo de compromisso firmado no âmbito do Ministério Público do Trabalho.

Fontes: Contraf e Fenae

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