Valor Online – Vanessa Dezem
SÃO PAULO – O Brasil está disposto a contribuir com recursos destinados a países pobres para combater o aquecimento global. Foi o que afirmou hoje, em Copenhague, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Se for necessário fazer um sacrifício a mais, o Brasil está disposto a também colocar dinheiro para ajudar os outros países", afirmou em discurso no último dia da conferência do clima.
O presidente citou as metas que chamou de "ambiciosas" assumidas pelo Brasil, como a redução do desmatamento na Amazônia em 80% até 2020 e a redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa de 36,1% a 38,9%.
"Essas metas vão nos fazer gastar US$ 160 bilhões até 2020", contabilizou. "O Brasil não veio barganhar. As metas que assumimos serão cumpridas com nossos próprios recursos", completou o presidente.
Em tom crítico, Lula afirmou ainda que é importante que os países ricos não pensem que estão fazendo um favor, "dando uma esmola", ao colaborar com os países pobres no desenvolvimento de tecnologias e adaptação das indústrias à redução de emissão de carbono.
"O dinheiro colocado na mesa é um pagamento da emissão dos gases de dois séculos de quem teve o privilégio de se industrializar primeiro", alertou o presidente. E completou: "Quem tem mais recursos e mais possibilidades precisa garantir os recursos para os mais necessitados".
Lula lembrou ainda a necessidade de se fazer um documento em Copenhague que garanta o desenvolvimento dos países pobres e que se discuta o desenvolvimento e as oportunidades "para todos os países". "Com meias-palavras e com barganhas, não conseguiremos chegar a uma conclusão em Copenhague", sustentou o presidente.


























































































































































