Melhores condições de trabalho e igualdade de oportunidades

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Estatísticas do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS), publicadas em abril deste ano, mostram que entre 2000 e 2005, 25 mil bancários receberam auxílio-doença devido a moléstias causadas por esforços repetitivos. Isso tem levado o movimento sindical, cada vez mais, a mudar para melhor a qualidade do debate das reivindicações nesse campo.

Estatísticas do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS), publicadas em abril deste ano, mostram que entre 2000 e 2005, 25 mil bancários receberam auxílio-doença devido a moléstias causadas por esforços repetitivos. Isso tem levado o movimento sindical, cada vez mais, a mudar para melhor a qualidade do debate das reivindicações nesse campo.

Na mesma linha de preocupação, os sindicatos têm buscado formas de superação das desigualdades dentro das instituições. Confira abaixo as principais propostas apresentadas ao 3º Congresso dos Bancários de Brasília nos âmbitos da saúde e da igualdade de oportunidades, que também fazem parte da pauta a ser discutida na Conferência Nacional da categoria:

Diversidade nos bancos e igualdade de oportunidades

–  Solicitar agendamento de Reu-nião da Mesa de Negociação sobre Igualdade de Oportunidades, tendo como ponto de pauta a discussão da Pesquisa sobre diversidade e das peças de comunicação sobre a mesma.
–  Capacitar os dirigentes sindicais para orientar os/as bancários/as sobre a pesquisa de igualdade de oportunidade, bem como para acompanhar o desenvolvimento da mesma.
–  Incluir na minuta de negociação cláusula de extensão dos benefícios para parceiros do mesmo sexo em todos os bancos.
–  Realizar Seminário para que os bancos apresentem os seus programas de inclusão de adolescentes e jovens no mercado de trabalho, especialmente o de aprendizagem.
–  Promover o debate com a CUT para que a mesma se insira nos debates sobre o Estatuto da Pessoa Com Deficiência.
–  Inserir-se no debate sobre diminuição do tempo de contribuição para Pessoa Com Deficiência para efeito de aposentadoria, visando a inclusão de lesionados. 
–  Identificar/criar formas de acompanhamento dos Programas de Diversidade dos Bancos.
–  Pautar negociação com a Fenaban sobre o plano de saúde (extensão aos parceiros somente quando comprovado não estar empregado), e Auxílio-Educação (não cumpre a cláusula acordada)  do Bradesco. 

Saúde e condições de trabalho

Além de manter as reivindicações da minuta nacional do ano passado no campo da saúde, foram propostas apresentadas pelos bancários:

–  Ampliar o papel das CIPAs para que tenha um orçamento maior, maior independência, acesso às informações sobre saúde e segurança, tempo para atuação dos cipeiros, e voz para as questões de saúde e demais conflitos no ambiente de trabalho;
–  Re-inserção dos lesionados ao trabalho de forma a respeitar os limites e especificidades de cada trabalhador e de cada situação; 
–  Exigir que o exame periódico seja, de fato, um instrumento efetivo de acompanhamento da saúde do trabalhador;
–  Exigir imparcialidade nas perícias de retorno ao trabalho feitas pelos serviços de saúde dos bancos, com acompanhamento dos sindicatos, quando da emissão do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO);
–  Ajustar o parágrafo terceiro da cláusula 26ª que trata da complementação de auxílio-doença para que os bancos arquem inteiramente com os custos dos médicos para avaliação pericial mesmo que acima da tabela da Associação Médica Brasileira – AMB.
–  Realizar programas de capacitação em saúde, em parceria com os bancos, para os gestores e comissionados para ajudarem na prevenção dos problemas;
–  Adoção de programas que preparem os bancários para sua aposentadoria, com foco na atenção à saúde dos aposentados;
–  Adoção da extensão da  estabilidade de 1 ano na função ante-riormente exercida.