Mesmo com ações antissindicais dos bancos, greve segue forte e chega ao 9º dia

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A greve dos bancários segue intensa no Distrito Federal e em todo o país. Nesta quinta-feira (7), o movimento atingiu a marca histórica de 8.280 agências fechadas em Brasília e nos 26 estados da federação, o que já coloca a mobilização como maior que a do ano passado e dos últimos 20 anos. Em Brasília e nas cidades satélites, a adesão da categoria vem crescendo ainda mais desde o início da semana, paralisando cerca de 80% das agências bancárias e postos de atendimento, tanto nos bancos privados quanto nos públicos, além dos prédios administrativos.
 
Por todo o país, os bancos vêm lançando mão de interditos proibitórios para impedir o direito de greve, até mesmo com uso da força policial para reabrir agências e coagir bancários que estão na paralisação. “Em Brasília, alguns bancos privados, como o HSBC e o Itaú Unibanco, estão se utilizando do interdito proibitório para tentar minar a greve, que é um direito reconhecido na Constituição Federal e na legislação trabalhista”, assegura Eduardo Araújo, diretor do Sindicato.  “Os trabalhadores têm direito à greve para garantir melhores condições de trabalho e remuneração. Nossa paralisação é legítima e vai continuar”, complementa o diretor do Sindicato e funcionário do HSBC, Paulo Frazão.

Sem proposta        

Na segunda-feira 4, o Comando Nacional dos Bancários enviou carta à Fenaban criticando a adoção de práticas antissindicais por parte dos bancos e reafirmando a "disposição em negociar, para que possamos continuar buscando um acordo que atenda à expectativa dos bancários". Em resposta, que só veio nesta quinta-feira (7), a Fenaban apenas repete inverdades e faz terrorismo contra as entidades representativas dos trabalhadores. Mas não apresenta nenhuma nova proposta e nem marca nova rodada de negociações.

Novo ofício foi encaminhado pela Contraf-CUT, propondo à Fenaban que marque data, local e horário para que os bancos possam apresentar uma proposta global e decente para acabar com a greve.
“Apesar dessas artimanhas dos bancos, o que vemos é uma greve forte, que conta com a adesão de mais e mais colegas bancários a cada dia. É por esse caminho que asseguraremos os nossos direitos”, completa Wandeir Severo, diretor do Sindicato.    

André Shalders
Do Seeb Brasília