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As discussões foram realizadas no Teatro dos Bancários com mesa composta pela ministra, o presidente da CUT, Arthur Henrique, o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto, e o secretário-geral da central, Quintino Marques Severo.
Dilma Rousseff concordou com as avaliações de que a crise global já chegou ao Brasil e que seus impactos já se fazem sentir na economia real. É fato que postos de trabalho estão sendo reduzidos e isso precisa ser enfrentado com mecanismos de sustentação dos empregos já existentes, disse ela. A proposta dos trabalhadores é de que o governo exija garantia de manutenção do atual nível de emprego nos setores econômicos que estão sendo beneficiados pelas políticas de concessão de crédito, financiamentos e subsídios.
A CUT defende a criação de instâncias tripartites para a definição de medidas de enfrentamento à crise, a exemplo da experiência de momentos anteriores com as câmaras setoriais que envolveram governo, trabalhadores e empresários.
A ministra comprometeu-se com o encaminhamento no governo da proposta de relacionar a política de ampliação de crédito à preservação dos empregos e também com a instituição de instância tripartite para formulação de propostas.
Segundo Dilma, o governo considera a geração de emprego como motor do desenvolvimento e que, por isso, os investimentos do PAC estão sendo integralmente preservados. A ministra informou também que a mudança do marco regulatório para a exploração de petróleo no pré-sal terá suas linhas gerais definidas e colocadas em debate com a sociedade até o final deste ano.
Outro compromisso assumido por Dilma Rousseff foi o de encaminhar no governo a proposta de criação do Conselho Nacional de Política Energética.
Sobre a criação da Conferência Nacional de Comunicação, a ministra disse que não vê razão para que não exista, uma vez que a política do governo é pró-conferências em todas as áreas.
Ao final do debate, a direção da CUT entregou a Dilma Rousseff o histórico da discussão realizada no âmbito do Ministério do Trabalho acerca do fim do imposto sindical e solicitou empenho do governo na agilização do trâmite no Congresso da proposta de implantação da Contribuição Negocial.
Visita ao Cedoc
Após o debate, os dirigentes da CUT Arthur Henrique (presidente), Quintino Severo (secretário-geral) e Jacy Afonso (tesoureiro) visitaram o Centro de Documentação do Sindicato, acompanhados pelo secretário-geral André Nepomuceno.

O Cedoc resgata fatos marcantes da história do movimento dos trabalhadores e das lutas sociais. Os registros passaram por recente processo de reorganização e em breve poderão ser conferidos pelos bancários e pelo público em geral. Os critérios de acesso ainda estão sendo definidos.



























































































































































