Ministra do Trabalho é acusada de mais irregularidades

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A Justiça suspendeu a posse da nova ministra do Trabalho, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), que estava marcada para esta terça-feira (9). O governo Temer recorreu da decisão judicial, em primeira instância.

O juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, que deu a liminar, alegou “flagrante desrespeito” à Constituição quanto à moralidade administrativa. O motivo é que a ministra indicada por seu pai, o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, condenado por corrupção em 2012, já foi condenada em ação trabalhista.

Cristiane, que foi vereadora e secretaria municipal no Rio (gestão Eduardo Paes), eleita deputada federal em 2014 e exerceu a presidência nacional do partido de dezembro daquele ano até maio de 2016, foi acusada também de usar indevidamente a cota parlamentar. Segundo o jornal Folha de S. Paulo de hoje, a deputada “tem destinado parte de sua cota parlamentar a uma locadora de veículos que pertence à tia de sua chefe de gabinete. A empresa declara o endereço e o telefone de um escritório de contabilidade, em Brasília”.

O jornal diz ainda que Cristiane Brasil “usa a verba –que serve para cobrir despesas do mandato– a título de pagar mensalmente R$ 4.000 à Barros & Serra Serviços Executivos Rent a Car. A locadora está em nome de Naida Maria Coelho Serra, irmã da mãe de Alessandra Serra Gama, principal assessora da nova titular da Esplanada”.

No Estadão, mais uma denúncia contra a nova ministra de Temer. Uma ex-funcionária, Aline Lucia de Pinho, acusa Cristiane Brasil de supostas irregularidades trabalhistas.

Aline foi contratada pela Prefeitura do Rio, mas disse ter trabalhado como motorista e prestando serviços particulares para Cristiane. Ela estava lotada em cargo comissionado como assessora (DAS-7) na Secretaria Especial do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida do Rio durante a gestão Eduardo Paes (MDB), quando a petebista comandou a pasta. No inicio do ano passado, Aline foi exonerada pelo governo Marcelo Crivella (PRB), enquanto estava licenciada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por acidente de trabalho –ocorrido, segundo ela, quando prestava serviços particulares para Cristiane.

A nomeação para o Ministério do Trabalho foi publicada na edição da última quinta-feira (4) do Diário Oficial da União. O cargo estava vago desde 27 de dezembro, quando o também deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS) saiu e retornou à Câmara.

Fonte: CUT Nacional