Mobilidade Urbana: Desafio por melhor qualidade de vida

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A qualidade de vida de um trabalhador que necessita utilizar diariamente o transporte coletivo e as vias de acesso, tem sido alvo de debate em todo mundo. Como uma cidade pode crescer, gerar renda, emprego e ao mesmo tempo renovar suas estruturas de transporte?

Esse desafio ganhou um termo – “mobilidade urbana” – uma das principais questões das cidades de todo o mundo, e interfere diretamente sobre o acesso a diferentes pontos das cidades (incluindo o local de trabalho), aos serviços públicos e ao meio ambiente.

Criada em 03 de janeiro de 2012, a Lei 12.587 que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana é instrumento da política de desenvolvimento urbano que tem por objetivo a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas.

A aprovação da lei consiste em um importante marco na gestão das políticas públicas nas cidades brasileiras. O atual modelo de mobilidade urbana adotado nos municípios do país, sobretudo nas grandes cidades, caminha para a insustentabilidade principalmente devido à baixa prioridade dada e inadequação da oferta do transporte coletivo; às externalidades negativas causadas pelo uso intensivo dos automóveis (congestionamento e poluição do ar); à carência de investimentos públicos e fontes de financiamento ao setor; à fragilidade da gestão pública nos municípios; e à necessidade de políticas públicas articuladas nacionalmente.

Mobilidade Urbana em Brasília – Pesquisa recente realizada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília sobre meios de transporte demonstra que 62,96% das pessoas que responderam a análise utilizam o veículo particular como principal meio de transporte para chegar ao trabalho. O resultado corrobora com a luta sindical da categoria bancária que defende como pauta da classe trabalhadora: melhores condições de trabalho, valorização de salários e da mobilidade urbana como índice de qualidade de vida, já que a falta de investimentos nessa área interfere nas condições física, psicológica, emocional e social dos bancários.

A Presidência da República já anunciou que fará investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) para a cidade de Brasília. Os recursos liberados fazem parte dos R$ 50 bilhões anunciados pelo governo para o Distrito Federal e outras capitais.

Os programas de Mobilidade Urbana promovidos pelo Governo Federal visam a fomentar a cidadania e a inclusão social por meio da universalização do acesso aos serviços públicos de transporte coletivo e das ações estruturantes para o sistema de transporte coletivo urbano, apoiando a qualificação e ampliação de infraestrutura.

Da redação com informações IPEA, PAC2 e Empresa Brasileira de Comunicação (EBC)