Nova rodada de negociação com a Fenaban, nesta quarta e quinta, debate remuneração

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Na cartilha dos banqueiros, as metas abusivas – geralmente inatingíveis e responsáveis pela maioria dos casos de assédio moral e pelo adoecimento de centenas de trabalhadores – se sobrepõem a qualquer direito dos bancários. Ao se aproveitarem de um aumento de produtividade conquistado da pior forma possível (pressão e com penalidades para quem não alcançá-las), os bancos inflam seus resultados. Esse é um dos motivos que levaram, mais uma vez, os bancos a baterem recorde de lucratividade.

Na cartilha dos banqueiros, as metas abusivas – geralmente inatingíveis e responsáveis pela maioria dos casos de assédio moral e pelo adoecimento de centenas de trabalhadores – se sobrepõem a qualquer direito dos bancários. Ao se aproveitarem de um aumento de produtividade conquistado da pior forma possível (pressão e com penalidades para quem não alcançá-las), os bancos inflam seus resultados. Esse é um dos motivos que levaram, mais uma vez, os bancos a baterem recorde de lucratividade.

Somente no primeiro semestre deste ano, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa e Santander Real apresentaram lucro líquido de R$ 21,3 bilhões, crescimento de 38,4% em relação ao mesmo período de 2009. Diante desse resultado estrondoso, o Comando Nacional vai cobrar, nesta quarta (15) e quinta-feira (16), durante a quarta rodada de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a parte que cabe aos bancários, os verdadeiros responsáveis por esses ganhos. “Os altíssimos lucros mostram que os bancos têm plenas condições de atender as reivindicações dos trabalhadores, e vamos cobrar isso”, afirma Eduardo Araújo, diretor do Sindicato.

A negociação está marcada para as 15h, em São Paulo.

Na Campanha Nacional 2010, cujo tema é ‘Outro banco é preciso. Pessoas em 1º lugar’, os bancários querem reajuste de 11% (inflação do período mais aumento real), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil, valorização dos pisos, auxílio-educação e previdência complementar para todos os bancários, entre outros itens.
 
‘Não’ para tudo

Nas outras três rodadas de negociações com os representantes dos bancários, os bancos rejeitaram todas as reivindicações sobre o fim das metas abusivas, o combate ao assédio moral, mais segurança nas agências, proteção ao emprego, mais contratações, reversão das terceirizações e fim dos correspondentes bancários.

"Se os bancos continuarem enrolando os bancários e negando tudo na mesa de negociação, vamos mostrar com mobilizações, e até mesmo com uma greve, que podemos fazê-los discutir nossas reivindicações com seriedade", adverte Nepomuceno, secretário-geral do Sindicato.

Rodrigo Couto
Do Seeb Brasília