Segundo Darly Henriques da Silva, coordenadora-geral de Meteorologia, Climatologia e Hidrologia do Ministério da Ciência e Tecnologia, o governo, “ciente das mudanças provocadas pelo aumento da temperatura da Terra”, vem trabalhando com eixos estratégicos, que inclui ações voltadas para os efeitos das mudanças climáticas.
“Conhecemos os impactos futuros do aquecimento da Terra sobre a população, sobre as redes de transmissão, sobre a saúde pública, o agronegócio e sobre a área de transportes, e o governo está trabalho para minimizar isso”, disse Darly. Ela destacou que o Brasil, dada a sua diversidade de ecossistemas e como tem sua economia em parte cultivada na agricultura, deve ter uma preocupação a mais com as alterações no clima.
Ela chamou a atenção da sociedade para uma mudança na postura em relação ao meio ambiente e defendeu ações preventivas, como a adoção de políticas públicas por parte do Estado, como forma de preparar as pessoas para melhor lidar com a nova realidade. “O governo precisa responder rápido a essas demandas, e isso inclui desenvolver tecnologias em diversas áreas do conhecimento sobre esse assunto”.
Para isso, defendeu Darly, é necessário que diversos agentes estejam compromtedidos com a causa. “Os bancos são poderosos parceiros e podem contribuir de forma decisiva, apoiando e financiando projetos de pesquisa tecnológica para o avanço da ciência na área ambiental”.
Trabalhadores podem dar sua contribuição
Por sua vez, o presidente da CUT, Arthur Henrique, destacou a necessidade de o movimental sindical colocar na agenda dos trabalhadores o tema meio ambiente, ampliando-a para além das reivindicações de caráter econômico. “Isso passa necessariamente pelo crescimento econômico aliado à defesa do meio ambiente”, disse ele.
Conforme o presidente da CUT, um dos entraves para a ‘tomada de consciência das categorias’ para as questões ambientais atualmente se deve ao contexto ideológico em que foram formados os trabalhadores das últimas décadas. “São pessoas que subvalorizam temas como esse, pois foram formadas sob a ideologia neoliberal, que prega o individualismo e a falta de solidariedade”, frisou.
“Mas temos avançado nesta discussão e estamos superando antigos preconceitos, e já vimos nas manifestações do 1º de maio deste ano a defesa da bandeira do meio ambiente”, ponderou. Ele defendeu ainda a criação de um grupo de trabalho no âmbito do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo para tratar da questão do biodiesel. “O Estado precisa regulamentar a questão da terra, com atenção para a situação dos trabalhadores na cadeia produtiva”
Arthur apresentou algumas propostas da CUT para a criação de uma articulação entre os diversos atores envolvidos na causa, de forma a melhorar o debate. São elas:
– Intervenção nos fóruns internacionais, ampliando a agenda trabalhista além da questão comercial
– Ampliação da atuação das CIPAs e a criação de uma Comissão Interna de Proteção Ambiental, colocando no mesmo patamar outros temas com a preocupação ambiental
– Incluir na pauta de reivindicações exigências quanto à diminuição por parte das empresas da emissão dos gases causadores do aquecimento global.


























































































































































