| Começou nesta terça-feira, em Brasília, a Oficina de Capacitação da Saúde do Trabalhador, que tem o objetivo de instrumentalizar |
os 30 participantes, todos dirigentes sindicais, para atuarem de modo técnico e estratégico frente às questões de saúde do trabalhador
Começou nesta terça-feira, em Brasília, a Oficina de Capacitação da Saúde do Trabalhador, que tem o objetivo de instrumentalizar os 30 participantes, todos dirigentes sindicais, para atuarem de modo técnico e estratégico frente às questões de saúde do trabalhador, buscando articular os indicadores de saúde no trabalho bancário e as estratégias de prevenção.
A professora do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB) Ana Magnólia Mendes explicou como aplicar e interpretar um questionário para identificar problemas relacionados à saúde no ambiente de trabalho. A professora também falou sobre trabalho e riscos de adoecimento, organizações do trabalho, condições de trabalho e relações socioprofissionais.
– Programação da tarde debate doenças ocupacionais no trabalho bancário
Ana Magnólia, que já coordenou várias pesquisas sobre saúde na categoria bancária em parceria com o Sindicato, constatou que a padronização do ambiente de trabalho é prejudicial ao empregado. A padronização adotada por muitas empresas, sobretudo pelos bancos, é equivocada, pois desestabiliza o ambiente de trabalho e isola o empregado, afirma a professora da UnB.
Ana Magnólia apontou ainda o ar-condicionado como grande vilão para a saúde do trabalhador. A partir das respostas dos bancários, identificamos o ar-condicionado central dos grandes edifícios como principal responsável por alergias e doenças respiratórias.
Neste momento, os participantes estão debatendo doenças ocupacionais no trabalho bancário, LER/Dort, doenças psicossomáticas, alcoolismo, síndrome do pânico e fobias, além de depressão.
A oficina é um importante instrumento para nos qualificarmos sobre a saúde do trabalhador e definirmos uma política de gestão que estabeleça formas de atuação e mobilização que obriguem os banqueiros a melhorar as condições de trabalho e os indicadores de saúde da categoria, afirma a secretária de Saúde do Sindicato, Louraci Morais.
O evento, que ocorre até quarta-feira 6 de dezembro, é realizado pelo Sindicato dos Bancários de Brasília e Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CN), com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB).
Participam do evento dirigentes sindicais de Brasília, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Acre, Pernambuco, Santa Catarina e Ceará, além de representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Ministério da Saúde.
Avanço importante
"Tenho convicção de que essa iniciativa representa um avanço importante e trará resultados concretos na luta dos bancários por saúde e melhores condições de trabalho dentro dos bancos", disse Jacy Afonso, presidente do Sindicato, ao recepcionar os participantes da oficina na cerimônia de abertura.
Também participaram da abertura o presidente da Contraf/CUT, Vagner Freitas; a presidente da CUT-DF, Rejane Pitanga; a representante da CUT no Conselho Nacional de Saúde, Maria Isabel da Silva; a presidente da Fetec-CN, Sônia Maria Rocha; os secretários de saúde do Sindicato e da Fetec-CN, respectivamente Louraci Moraes e Orlando Gasparino; a coordenadora do Departamento de Psicologia Social da UnB, Ana Magnólia Mendes; e a deputada distrital Erika Kokay.



























































































































































