CUT-DF – Vanessa Galassi
Quem utiliza o transporte coletivo do Distrito Federal deverá encontrar uma outra forma de chegar até ao destino desejado a partir desta segunda-feira (14). Em assembleia realizada no último domingo, a categoria deliberou a deflagração da greve como forma de pressionar o atendimento à pauta de reivindicação apontada. Na manhã desta quinta-feira (10), os trabalhadores já realizaram paralisação relâmpago na parte da manhã. Provavelmente, a ação se repetirá nesta sexta-feira. “A paralisação de hoje tem o objetivo de pressionar as empresas para evitar uma greve geral”, afirmou o diretor do Sindicato dos Rodoviários, Lúcio Lima.
A categoria pede reajuste salarial de 20% e a renovação do acordo coletivo da categoria, que garante, entre outros pontos, tíquete-alimentação e cesta básica. De acordo Lúcio Lima, a pauta de reivindicação da categoria foi encaminhada à patronal em abril. Entretanto, os empresários só deram uma resposta à categoria cerca de 60 dias depois, mesmo assim sem contemplar qualquer ponto da pauta de reivindicação.
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a intenção é de que, com o movimento grevista, apenas 30% do total da frota esteja nas ruas, como determina a lei. Entretanto, os empresários entraram com uma ação judicial pedindo que, caso ocorra o movimento paredista, 60% da frota esteja na ativa. O pedido foi atendido, entretanto o Sindicato dos Rodoviários já estuda uma defesa para manter, no máximo, o percentual de 30%. “Essa decisão não tem lógica. No Distrito Federal, fora dos horários de pico, somente 50% da frota funciona. A decisão do juiz aumenta este índice. Isso não é greve”, rebate Lúcio Lima.
De acordo com o sindicalista, a greve da categoria não visa apenas uma melhora nas condições de trabalho dos rodoviários, mas o aumento da qualidade do atendimento à população. “Nossa greve não é corporativista. Inclusive, não defendemos aumento de tarifa. Se isso acontecer, será uma determinação do governo”, disse Lúcio Lima.
Neste domingo (13), os trabalhadores rodoviários se reúnem mais uma vez em assembleia na expectativa de apreciar uma nova proposta da patronal. Entretanto, até agora, não houve qualquer manifestação dos empresários.


























































































































































