Os bancários enfrentam diversas formas de discriminação nos bancos. Uma delas é o racismo, que ainda é bastante visível na contratação, na remuneração e na ascensão profissional.
No mercado de trabalho, a taxa de desemprego continua sendo maior entre a população negra. Um dos motivos é o alto índice de rotatividade no setor. Os bancos continuam demitindo muitos funcionários com mais tempo de casa e, contratando menos e com salários mais baixos, maximizam os lucros em detrimento da intensificação da exploração da mão de obra, acompanhadas com as demissões.
Na composição dos altos cargos, como diretorias, conselhos de administração e superintendências, bem como nos demais níveis hierárquicos e de composição do quadro de funcionários, como operacional, técnico gerencial e administrativo, a presença de negros e negras é muito pequena.
13 de maio
Neste 13 de maio, data da chamada “abolição da escravatura”, a Contraf-CUT reforça o mote “Vamos abolir a discriminação e promover a inclusão: Por mais contratações de negros e negras”, definido no 1º Fórum sobre Invisibilidade Negra no Sistema Financeiro, realizado pela Contraf-CUT, em novembro de 2011, em Salvador.
A data lembra a assinatura da Lei Áurea em 1888 (125 anos atrás), que aboliu formalmente a escravidão de negros e negras no Brasil, mas não evitou a permanência de comportamento e cultura preconceituosos.
Discriminação
Se nos bancos públicos, onde a contratação acontece via concurso público, a presença de negros e de negras é tímida, nos bancos privados a realidade é bem pior.
Sobre a escolaridade, observa-se que mesmo tendo a mesma instrução os negros e as negras ganham menos, cerca de 64,2% do salário dos brancos. E a permanência no emprego é bem menor, conforme revelou o Mapa da Diversidade de 2009.
“Mesmo depois de séculos, os traços do racismo ainda são evidentes e têm efeito destrutivo. A desigualdade de oportunidades é clara. É preciso insistir na reflexão. Esse é o caminho para identificar causas e promover debates e ações contra essa injustiça”, ressalta o coordenador do coletivo de Igualdade Racial do Sindicato, Jeferson Meira.
2º Censo da Diversidade
Na sexta-feira (9), foi encerrado o 2º Censo da Diversidade, cujos resultados serão divulgados em breve pela Fenaban.
Chama-se a atenção para que essas distorções sejam resolvidas. Isso será possível com o diagnóstico sobre a cara da desigualdade no sistema financeiro e o estímulo de novas ações de inclusão contra qualquer forma de discriminação.
Da Redação, com informações da Contraf-CUT


























































































































































