Paralisação se mantém em 90% das agências, apesar de ação antigreve de bancos

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Apesar das ações de alguns patrões contra o movimento da categoria, a adesão à greve permanece em cerca de 90% e já alcançou, de acordo com levantamento do Sindicato, 212 agências das 239 pesquisas. São sete agências paralisadas a mais do que no levantamento de terça-feira, quando foram pesquisadas 227 unidades.

Segundo a pesquisa, a greve já atingiu 70 agências do BB, 55 do BRB, 51 da CEF, 16 do Real, oito do Santander, seis da HSBC. Enquanto isso, apenas 22 agências mantiveram o funcionamento normal, número que seria ainda menor se o Bradesco e o Itaú-Unibanco não tivessem conseguido na Justiça liminar de interdito proibitório para tentar impedir a mobilização e o livre exercício do direito a greve.

Em todo o Brasil, foram 6.826 agências, um crescimento de 6,7% em relação à terça-feira e de 137% comparado com o primeiro dia, quando 2.881 agências foram fechadas no país inteiro.

“Mesmo com todos os obstáculos a greve continua forte e essa grande adesão que fará com que a categoria saia vitoriosa, conseguindo os benefícios que são justos para todos os bancários. Devemos manter a greve cada vez mais forte pelo tempo que for necessário para arrancar  o atendimento de nossas reivindicações dos banqueiros”, ressalta o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto.

Paisagem deserta

Uma rápida passagem pelo Setor Comercial Sul é suficiente para se ter noção da força da greve dos bancários em Brasília. Apesar das ações do Itaú-Unibanco e do Bradesco para tentar cercear o direito a greve dos bancários, a grande maioria das agências se encontra paralisada e com comissões de esclarecimento a postos, explicando as razões da greve à população e convencendo bancários a aderirem ou a prosseguirem firmes na luta.

Tanto nos bancos públicos quanto nos privados as adesões à greve não param de crescer.  Desde a agência do Santander, na quadra 1, até a agência do Banco do Brasil do shopping Pátio Brasil a greve vem ganhando cada vez mais força.

Trairada na Caixa

O que não faltou foi animação na atividade de greve desta quarta (30) em frente ao edifício sede da Caixa. A partir das 12h30 foi oferecido um almoço pelo Sindicato aos bancários grevistas com direito a música ao vivo, do cantor René Bonfim, e várias falas convocando os funcionários a somar forças à greve.

Mas como ainda tem muita gente que prefere almoçar com o gerente, o prato principal do almoço foi traíra frita sem espinha, em homenagem aos fura-greve. “O que não falta aqui é opção de traíra”, gritavam os grevistas entre uma música e outra.