Passe Livre: Panetones e hipocrisia

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Passe Livre 

Há uma vergonhosa preocupação dos meios de comunicação em colocar tudo no mesmo balaio, mas é preciso mostrar algumas diferenciações. Coisas pequenas, mas básicas. Porque sempre será importante lembrar como foi antes do presente…

O que tem valor e pode ser comprovado: alguém dizer que fulano fez algo ou um filme mostrando ele fazendo algo? O que tem mais peso: a palavra de alguém movido pelo ódio e a ambição ou uma assinatura em recibo? São perguntas simples, mas que devem ser feitas para que não se caia na esparrela de ‘juntar’ tudo no mesmo saco, porque é um tema que será manipulado muito durante todo o período eleitoral.

 

A sociedade também precisa se perguntar se quer a continuidade de um projeto que representou o resgate da esperança de viver com o mínimo de dignidade para milhões de habitantes ou a volta de um modelo que dilapidou o País e que no caso de São Paulo revela a face mais perversa da falta de investimentos: a maior cidade do País hoje convive com o drama não das cheias, mas com o dilema de ter suas casas invadidas por esgotos e dejetos – obra prima de 16 anos de governos tucanos.

 

É importante que a sociedade se dê conta de que por trás da conversa mole, da ‘neutralidade’ da mídia e do discurso pseudamente ético, moralista e moderno da trinca do mal – Psbd, Demo e Pps – está a tentativa desesperada de retorno ao poder de um jeito de fazer política para uma minoria, fazer com que os benefícios todos sejam privilégios de uma elite decrépita e decadente.

 Massacrados pelo excesso de informação, é fundamental relembrar aos brasileiros os tantos anos sem qualquer reajuste nas tabelas do Imposto de Renda; ativar na memória dos servidores públicos a falta de concursos e de reajustes; a forma como FHC e os seus ‘desmontavam’ os bancos públicos para privatizá-los; a tentativa de mudar o nome da Petrobras; a doação do sistema de telefonia a amigos; a entrega da Vale do Rio Doce a preço de banana; o engessamento da Polícia Federal; o apagão elétrico; as duas quebras do Brasil comandado pelos sabichões da trinca do mal; a falçta de uma política externa independente e responsável; a falta de investimentos em infra-estrutura; o risco Brasil na estratosfera; o dólar quase a R$ 4,00 e tantas outras façanhas que, aos olhos de hoje, muitos nem acreditam que tenham existido… Veja aqui a edição especial desta semana da publicação Passe Livre.