Sob o mote “Outro Banco é Preciso. Pessoas em 1º Lugar”, o Sindicato lançou oficialmente nesta terça-feira (17) a Campanha Nacional 2010 em Brasília, com a realização de uma série de atividades no Setor Comercial Sul (SCS), que contou com faixas, balões, música, malabares e a distribuição de panfletos para os bancários e a população.
“O tema da Campanha resume o que queremos. Queremos outro banco para os funcionários e para os clientes, que os valorize, que contrate mais, onde haja menos discriminação, melhor remuneração, taxas e juros menores, melhores condições de trabalho e atendimento”, ressalta André Nepomuceno, secretário-geral do Sindicato. “Vamos lutar pelas reivindicações tiradas nos congressos junto aos representantes dos bancos. Ainda mais depois dos altos lucros divulgados”, afirma Eduardo Araújo, diretor do Sindicato.
Os dirigentes sindicais visitaram todas as agências do SCS para conversar com a categoria e com os usuários dos bancos. “A Campanha começou já há algum tempo, com a realização dos congressos e seminários. Agora estamos divulgando com força total, junto à população, o que precisamos mudar nos bancos”, comenta Rosane Alaby, secretária de Imprensa do Sindicato. “Falamos com a população também sobre as dificuldades que os bancários enfrentam, porque isso se reflete no atendimento, e que também estamos reivindicando tarifas e juros mais baixos”, completa Wandeir Souza, diretor do Sindicato.
População apoia bancários
A população também começou a se engajar na luta dos bancários durante a abertura da Campanha. Algumas pessoas que passavam pelo local comentaram sobre os problemas enfrentados nas agências.
“As filas são longas e os bancos ainda cobram taxas altas dos clientes em serviços simples. Até limitam o número de saques para cobrar os excedidos depois. Isso dá diferença quando colocamos as contas na ponta do lápis.”
Maria Marques, comerciante
“Você é classificado de acordo com a conta bancária e só é bem tratado se tiver muito dinheiro no banco. Eu acho que existe um tratamento discriminatório na estrutura dos bancos.”
Marcos Roberto, analista
“Os bancos não cumprem a Lei das Filas. Ficamos esperando atendimento muito tempo porque o número de funcionários é insuficiente. Em relação às taxas cobradas pelos serviços bancários eu acho que são muito altas.”
Ludmila Duque, assistente administrativa
Pauta entregue
O Comando Nacional dos Bancários entregou à Fenaban a pauta de reivindicações da categoria para a Campanha 2010 no dia 11 de agosto. As principais bandeiras são: valorização dos pisos salariais, PLR maior, mais contratações, fim do assédio moral e das metas abusivas, plano de cargos e salários, reajuste de 11%, previdência complementar e igualdade de oportunidade para todos.
Bancos públicos
As negociações específicas do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BRB serão realizadas paralelamente às gerais da categoria com a Fenaban. As pautas específicas deliberadas nos congressos nacionais do BB e da Caixa serão entregues nos próximos dias às direções dos bancos.
No BRB, o Sindicato entrega a pauta específica ao presidente em exercício do banco, Nilban de Melo Júnior, nesta quarta-feira (18). Paralelo às reivindicações específicas, os bancários do BRB querem o cumprimento das decisões acordadas na mesa com a Fenaban, mantendo as cláusulas já pactuadas, que porventura sejam mais vantajosas.
Negociação marcada
Um dia após a entrega da pauta à Fenaban, foi marcada a primeira rodada de negociações da Campanha 2010 entre o Comando Nacional dos Bancários e os representantes dos bancos. Será no dia 24 de agosto, às 15h, em São Paulo. O tema definido para a primeira reunião é saúde e condições de trabalho, um dos principais da pauta de reivindicações da categoria.
“Esse é um dos assuntos mais caros à categoria, que vem sofrendo dia após dia com o resultado da política dos banqueiros de obterem lucros cada vez mais altos às expensas dos trabalhadores, que sofrem com o assédio moral e as doenças relacionadas a um modelo de gestão altamente perverso. Não à toa estamos reivindicando o fim das metas abusivas e da violência organizacional”, destacou o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto.


























































































































































