Por que a unidade é imprescindível

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A história de lutas dos trabalhadores, no Brasil e em qualquer parte do mundo, mostra que as conquistas trabalhistas só são possíveis quando marcham unidos. A divisão, ao contrário, só enfraquece os trabalhadores no embate com o patronato.

Os bancários têm uma história de construção da unidade que é hoje um exemplo para os demais trabalhadores brasileiros. Até o início dos anos 80, as campanhas salariais dos bancários eram feitas por Estado, o que produzia salários diferenciados em cada região. Foi a partir da unificação da data-base, em 1982, que a categoria obteve suas principais conquistas. Hoje é a única categoria com múltiplas empresas com os mesmos direitos e conquistas em todo o território nacional.

Foi com campanhas unificadas que os bancários conquistaram aumento real de salário em 2004 e 2005. Inversamente, em quase todos os anos em que fizeram campanhas separadas, tanto bancários de bancos privados como de bancos públicos tiveram reajustes abaixo da inflação. Foi o que aconteceu durante os oito anos do governo FHC, quando os trabalhadores do BB e da Caixa tiveram reajuste zero.

“A importância de conquistarmos um contrato coletivo de trabalho que se estenda a todos os bancos, públicos e privados, é que ele valerá para toda a categoria, independentemente do governo que estiver no poder”, afirma Enilson da Silva, secretário-geral do Sindicato. “Por isso consideramos um avanço o Banco do Brasil e a Caixa sentarem na mesa de negociação da Fenaban e aceitarem o acordo nacional da categoria.”

Esse é um avanço considerável rumo à unificação de todos os trabalhadores do ramo financeiro — antiga bandeira da categoria.