Greve Nacional: veja abaixo por região
Um giro pelo Centro-Oeste e Norte
PARA/AMAPÁ
Na avaliação do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, a greve por tempo indeterminado iniciada ontem, começou com movimento forte de paralisação em várias agências de bancos públicos e privados. Até às 12 horas já eram mais de 30 agências fechadas em toda a Grande Belém. No Amapá, todas as agências da Caixa fecharam e 50% do Banco do Brasil aderiram à greve. No Banco do Brasil, mais de 80% das agências da Região Metropolitana de Belém pararam. No interior, fecharam as agências do Banco do Brasil e Basa de Marabá. Em Belém, fecharam, além de agências do BB, Caixa e Bando da Amazônia, também agência do Real, Sudameris, Unibanco, Itaú e Bradesco. A greve não atinge a maioria dos caixas eletrônicos, que estão funcionando normalmente.
MATO GROSSO
O total de agências fechadas durante o primeiro dia de greve em Mato Grosso foi animador. Em Cuiabá e Várzea Grande, as duas maiores cidades do Estado somam juntas 76 agências bancárias. Destas, 42 foram fechadas durante todo o dia, outras duas fechadas parcialmente, ou seja, até o início da tarde e mais duas, foram paralisadas no município de Sinop, no interior do Estado sendo uma do Itaú e outra do Bradesco. O percentual de agências fechadas na capital de Mato Grosso é de 53%.
RONDÔNIA
Bancos de Porto Velho e interior de Rondônia permaneceram fechados ontem, a exemplo do que ocorreu em todo o País. Na Capital, só funcionaram as agências do Basa e duas do Bradesco, além da agência do Banco do Brasil localizada na avenida Nações Unidas. No interior, os bancários paralisaram agências em Vilhena, Cacoal, Colorado do Oeste, Ji-Paraná, Ouro Preto do Oeste, Jarú, Pimenta Bueno e Rolim de Moura.
GOIÁS
Embora os bancários de Goiás não sejam filiados à Contraf-CUT, militantes de um grande movimento de oposição que luta contra o sindicalismo oficial do Estado participaram ontem das atividades de greve orientadas pelo Comando Nacional. Os trabalhadores realizaram uma grande caminhada pelas ruas de Goiânia e distribuíram sopa para a população. Aproximadamente 1.000 grevistas depositaram 1 centavo em conta corrente no Bradesco, com vários apitaços e gritos de guerra, paralisando assim o atendimento, o que forçou o próprio banco a ordenar o fechamento dos caixas. Hoje, os bancários percorrem os bancos do centro da capital, conclamando para adesão à greve. O maior ganho para o conjunto de trabalhadores envolvidos é que a greve, mobilizada em Goiás pela APCEF, está mais forte este ano nos colocou na Campanha Nacional, que passa a ser unificada também em Goiás, afirma José Uilton, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Fetec Centro Norte/CUT.
Um giro pelo Nordeste
PERNAMBUCO
Cerca de mil bancários, apoiados pelos movimentos sociais, representantes de sindicatos, de partidos políticos e parlamentares de esquerda caminharam ontem pelo Centro do Recife em protesto contra a ganância dos banqueiros. Animados por um mini trio, e portando nariz de palhaço, os manifestantes percorreram os cerca de 3 km que separam o Sindicato da categoria da agência do Bradesco no Bairro São José. Por volta do meio dia, a agência, tida como a maior do banco na América Latina – e onde está o Departamento Jurídico da empresa -, foi ocupada pelos grevistas, ao som de apitos e cornetas. Não mais funcionou pelo resto do dia. Nos bancos públicos, o movimento cresceu graças ao interior, particularmente no Agreste e no Sertão.
CEARÁ
No Ceará, em todas as agências da capital apenas os caixas-eletrônicos estavam funcionando para não prejudicar os pagamentos de aposentados, pensionistas e beneficiários do Bolsa-Família. Os interditos proibitórios em quatro bancos – Bradesco, ABN Real, HSBC e Itaú, não fizeram arrefecer os ânimos dos bancários cearenses. Utilizando-se de recurso judicial e de aparato policial, os banqueiros quiseram intimidar os trabalhadores para pôr fim ao movimento grevista, que desde as primeiras horas de ontem foi forte tanto na capital como no interior. Para se ter uma idéia, a greve atingiu 80% dos bancários de Fortaleza e 60% do Interior.
BAHIA
Na Bahia, desde ontem a paralisação por tempo indeterminado dos bancários atinge também a rede privada. Depois de mais de uma semana com os bancos públicos fechados, os bancários ampliaram e intensificaram as paralisações para os bancos privados. No interior baiano, a greve é forte em Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itabuna, Ilhéus, Jequié, Jacobina, Extremo Sul e Irecê. Em Vitória da Conquista ficaram paradas as agências do Banco do Brasil, CEF, HSBC, BNB, Itaú e Mercantil. Duas agências do Bradesco ficaram paradas e 1 funcionou precariamente. Mais uma vez o Bradesco tentou pressionar os bancários para que entrassem para trabalhar, mas a categoria não furou a greve. A pressão foi de ligações para celulares até a "conversa" de gerentes com funcionários do lado de fora da agência, como flagrado pelo sindicato.
PARAÍBA
No seu terceiro dia de greve, a categoria bancária de Campina Grande(PB) manteve a paralisação em 100%. Diretores do Sindicato continuaram com manifestações em frente às agências. A população continua sendo informada sobre os motivos do movimento paredista. Amanhã as agências bancárias na cidade continuarão fechadas.
MARANHÃO
Em todo o Estado, 100% das agências da Caixa pararam ontem e 50% do banco do Brasil. Além da capital São Luís, a greve atinge Açailândia, Aldeias Altas, Bacabal, Bacuri, Balsas, Carolina, Caxias, Codó, Coroatá, Grajaú, Imperatriz, João Lisboa, Mangabeiras, Pedreiras, Pindaré-Mirim, Pinheiro, Rosário, São José de Ribamar, São Mateus, Santa Inês, Santa Helena, Santa Luzia, São Luís Gonzaga, Tasso Fragoso e Timbiras.
Um giro pelo Sudeste
SÃO PAULO
No balanço feito pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, até as 14h30 do segundo dia de greve (6/10) mais de 35 mil bancários estão parados em 493 locais de trabalho entre agências e centros administrativos. Os caixas eletrônicos funcionam normalmente.
No ABC paulista, os bancários permanecem em greve por tempo indeterminado com o mesmo quadro de ontem: cerca de 150 agências fechadas e 3.700 trabalhadores parados, apesar do aumento da pressão por parte dos bancos contra a mobilização da categoria. Nenhuma agência da Caixa Federal abriu hoje.
Em Assis, a 1ª Vara do Trabalho concedeu liminar favorável ao Sindicato dos Bancários, garantindo o direito de greve em todas as agências da base, com exceção das cidades de Quatá e João Ramalho. De acordo com a liminar, os bancos não poderão praticar atos de coação, constrangimento, por qualquer meio, no intuito de obrigar seus empregados ao comparecimento ao local de trabalho nas ocasiões em que estiver sendo exercido o direito de greve. O descumprimento da liminar importará ao banco uma multa de R$ 50 mil por cada ato.
Em Santos e Região a paralisação atinge 80% da categoria. Muitos bancos obrigaram seus funcionários a entrar antes das 7 horas da manhã para atender o público. Porém, a greve na região se estendeu para cidades do litoral sul paulista como Cidade Ocian (distrito de Praia Grande), Mongaguá e Itanhaém. Ontem, na abertura das agências, às 11h, no Centro de Santos, sob ordem expressa da diretoria do Bradesco, a Polícia Militar foi acionada, para reprimir e agir com truculência para deter os grevistas, inclusive um deles foi levado algemado por estar exercendo seu livre e constitucional direito de greve na Praça Mauá. O presidente do Sindicato, Pedro de Castro Junior, foi retirado da porta da agência do Bradesco com uma "gravata" por um policial.
Em Bauru, nesta sexta-feira, dia 6, estão paradas 21 das 44 agências bancárias. Aderiram à greve bancários do Unibanco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Banco do Brasil, Mercantil do Brasil, Nossa Caixa e Banco Safra. A agência da Nossa Caixa de Santa Cruz do Rio Pardo aderiu à greve hoje. Também estão paralisadas as agências do Banco do Brasil e da Caixa Federal de Avaré.
Além de São Paulo, ABC, Assis, Santos e Bauru, pararam no Estado os bancários de Araraquara, Barretos, Bragança, Catanduva, Guarulhos, Jundiaí, Limeira, Mogi das Cruzes, Presidente Prudente e Taubaté.
RIO DE JANEIRO
No Rio, a maior unidade do ABN Real no município do Rio, conhecida como Realzão, foi local de uma atividade criativa e chamativa na manhã de ontem. O Sindicato dos Bancários montou a Roda de Talentos da Maturidade, convocando bancários aposentados, ligados à Secretaria de Aposentados da entidade. Com a atividade, o banco se viu impedido de chamar a polícia para, com sua truculência habitual, forçar a abertura das portas do edifício.
Além do Rio de Janeiro, estão parados no Estado os bancários de Angra dos Reis, Baixada Fluminense, Campos, Itaperuna, Macaé, Niterói, Nova Friburgo, Petrópolis, Sul Fluminense, Teresópolis e Três Rios. Em Nova Friburgo, a 1ª Vara do Trabalho concedeu tutela antecipada ao Sindicato dos Bancários garantindo o livre exercício do direito de greve em todas as agências localizadas na base de atuação da entidade. O movimento grevista, desde que pacífico, poderá ser conduzido pelo Sindicato, entendendo o juiz que o uso de aparato policial para reprimir a greve é um desmando, uma prática abusiva. A decisão invalida, ainda, o interdito proibitório concedido ao Bradesco, que tinha validade apenas para a paralisação de 24 horas do dia 26 de setembro. A multa diária para a parte que infringir as determinações da liminar é de R$ 10 mil.
MINAS GERAIS
Na base do Sindicato de BH e Região, 109 unidades de trabalho entre agências e setores estão em greve. Mais seis agências do BB aderiram ao movimento hoje e, em todos os bancos, vários departamentos que estavam com paralisação parcial já estão completamente parados. Ao meio-dia de hoje, mais de 400 bancários realizaram uma passeata pelo centro da Capital mineira. Além de BH, paralisação atinge as cidades de Betim, Caeté, Contagem, Lagoa Santa, Ouro Branco, Sabará, Santa Luzia, Sete Lagoas e Vespasiano.
Em Minas também pararam a partir os bancários das cidades de Governador Valadares, Juiz de Fora, Cataguases, Uberaba e Divinópolis. Em Uberaba, cinco agências bancárias foram paradas no 1º dia da greve. As quatro agências da Caixa na cidade tiveram uma paralisação de 95%. Somente o corpo gerencial foi trabalhar nas agências da Caixa. A greve atingiu de cheio também na maior agência do Itaú na cidade (Centro), com 100% de adesão. Em Juiz de Fora, a diretoria do Sindicato esteve em frente à agência do Bradesco do Calçadão da Halfeld durante toda a manhã de hoje fazendo manifestação. Há uma banda de música e várias faixas para alertar a população sobre as reivindicações da categoria. Desde ontem estão paradas as agências da Caixa (inclusive a de Rio Pomba, cidade da base) e do Banco do Brasil e mais duas agências do Bradesco (Halfeld e Getúlio) e uma do HSBC (Halfeld).
As agências bancárias de Cataguases não funcionam a partir desta sexta-feira, dia 6. Fato lastimável aconteceu hoje por conta das ações truculentas e ameaçadoras tomadas pelo Gerente Geral do Banco do Brasil de Cataguases. Ele ameaçou o corpo de funcionários do BB com a retirada de cargos comissionados dos que aderissem ao movimento. Não bastasse essa truculência, acionou o Batalhão da Polícia Militar para intimidar os que faziam parte do movimento grevista.
Espírito Santo
No segundo dia da greve nacional da categoria bancária, no Espírito Santo o movimento amplia, com o fechamento de 141 agências, mais cinco prédios administrativos. Na Caixa Econômica Federal, a greve atingiu 41 agências, além do edifício Castelo Branco, localizado no Centro de Vitória. No Banco do Brasil, a greve manteve paradas 40 unidades. Também não funcionaram a Gerência de Logística (Gerel) e o prédio da Pio XII. No Banestes, além do CPD e do edifício Pallas Center, no Centro de Vitória, os bancários fecharam 54 agências (44 na Grande Vitória e 10 no interior). Foram fechadas, ainda, 6 agências de bancos privados, todas na Grande Vitória. Só no Espírito Santo, são 12 interditos, tanto na justiça trabalhista quanto cível. O Sindicato está recorrendo judicialmente para garantir o direito de greve da categoria.
Um giro pelo Sul
PARANÁ
No Paraná, a truculência dos banqueiros e a violência da PM marcaram o segundo dia de greve dos bancários. Em Umuarama, dois diretores do Sindicato, Wilson de Souza e Edilson José Gabriel, foram detidos. Duas agências do banco Itaú foram abertas por meio de interdito proibitório e ação policial. Sete agências permaneceram fechadas.
Em Londrina, o Bradesco demonstrou mais uma vez desrespeito com os bancários. Com truculência, os policiais exigiram a abertura de uma agência no centro da cidade. Em outra, a administração utilizou a Polícia Militar, que mandou dois agentes do Serviço de Inteligência P2 (polícia secreta) para desestabilizar a comissão de esclarecimento do sindicato, além de uma guarnição que deu cobertura às pressões dos administradores. Por volta das 14 horas, os funcionários, bastante abalados, foram obrigados a entrar e abrir totalmente a agência. O Seeb Londrina já conseguiu liminares que garantem a greve no Sudameris, Itaú e ABN/Real.
Em Curitiba duas agências do Bradesco foram abertas por oficial de justiça acompanhada por policiais, que forçaram a entrada e abriram a agência. Durante toda a manhã, os bancários sofreram represálias e pressão policial. Até o meio dia desta sexta-feira estavam fechadas em Curitiba 168 agências bancárias.
No Paraná, são cerca de 260 agências. Além da capital, de Umuarama e de Londrina, cruzaram os braços os bancários de Apucarana, Campo Mourão e Cornélio Procópio.
SANTA CATARINA
Os bancários de Florianópolis e Região fecharam quase 100% das agências da Caixa Econômica Federal da base, 75% das agências do BB e 50% do BESC (Banco do Estado de Santa Catarina). A categoria também cruzou os braços em cinco agências de bancos privados (Bradesco, Unibanco, Safra e duas do HSBC).
A paralisação em Santa Catarina também está forte no interior. A greve atinge Blumenau, Chapecó, Xanxeré, Palmitos, Joaçaba, São Miguel do Oeste, Criciúma, Araranguá, Concórdia, Rio do Sul e Ituporanga. Em Criciúma, o Sindicato promoveu um "piquenique" na agência central do Bradesco.
RIO GRANDE DO SUL
No Rio Grande do Sul a mobilização cresceu com a adesão dos funcionários do Banrisul. Em Porto Alegre, a greve segue mais forte nos bancos públicos. Praticamente 100% das agências da Caixa fecharam. No interior gaúcho, a mobilização continua firme. Além de Porto Alegre, estão parados os bancários de Bento Gonçalves, Camaquã, Cachoeira do Sul, Carazinho, Caxias do Sul, Cruz Alta, Horizontina, Ijuí, Lajeado, Litoral Norte, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Rio Pardo, Rosário do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Rosa, Santana do Livramento, Santiago, Santo Ângelo, São Leopoldo, São Luiz Gonzaga, Uruguaiana, Vacaria, Vale do Caí e Vale do Paranhana.
Em Santa Maria, o Sindicato garantiu liminar em duas ações pelo livre exercício da greve. O juiz Carlos Aparecido Zardo determinou que os bancos não adotem procedimentos que impeçam as manifestações pacíficas em frente às agências. A Justiça também reforça que os bancos não podem constranger de maneira alguma os funcionários para furarem a greve. O descumprimento acarretará uma multa de R$ 20 mil por infração.
Fonte: Contraf/CUT
PERNAMBUCO
Cerca de mil bancários, apoiados pelos movimentos sociais, representantes de sindicatos, de partidos políticos e parlamentares de esquerda caminharam ontem pelo Centro do Recife em protesto contra a ganância dos banqueiros. Animados por um mini trio, e portando nariz de palhaço, os manifestantes percorreram os cerca de 3 km que separam o Sindicato da categoria da agência do Bradesco no Bairro São José. Por volta do meio dia, a agência, tida como a maior do banco na América Latina – e onde está o Departamento Jurídico da empresa -, foi ocupada pelos grevistas, ao som de apitos e cornetas. Não mais funcionou pelo resto do dia. Nos bancos públicos, o movimento cresceu graças ao interior, particularmente no Agreste e no Sertão.
CEARÁ
No Ceará, em todas as agências da capital apenas os caixas-eletrônicos estavam funcionando para não prejudicar os pagamentos de aposentados, pensionistas e beneficiários do Bolsa-Família. Os interditos proibitórios em quatro bancos – Bradesco, ABN Real, HSBC e Itaú, não fizeram arrefecer os ânimos dos bancários cearenses. Utilizando-se de recurso judicial e de aparato policial, os banqueiros quiseram intimidar os trabalhadores para pôr fim ao movimento grevista, que desde as primeiras horas de ontem foi forte tanto na capital como no interior. Para se ter uma idéia, a greve atingiu 80% dos bancários de Fortaleza e 60% do Interior.
BAHIA
Na Bahia, desde ontem a paralisação por tempo indeterminado dos bancários atinge também a rede privada. Depois de mais de uma semana com os bancos públicos fechados, os bancários ampliaram e intensificaram as paralisações para os bancos privados. No interior baiano, a greve é forte em Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itabuna, Ilhéus, Jequié, Jacobina, Extremo Sul e Irecê. Em Vitória da Conquista ficaram paradas as agências do Banco do Brasil, CEF, HSBC, BNB, Itaú e Mercantil. Duas agências do Bradesco ficaram paradas e 1 funcionou precariamente. Mais uma vez o Bradesco tentou pressionar os bancários para que entrassem para trabalhar, mas a categoria não furou a greve. A pressão foi de ligações para celulares até a "conversa" de gerentes com funcionários do lado de fora da agência, como flagrado pelo sindicato.
PARAÍBA
No seu terceiro dia de greve, a categoria bancária de Campina Grande(PB) manteve a paralisação em 100%. Diretores do Sindicato continuaram com manifestações em frente às agências. A população continua sendo informada sobre os motivos do movimento paredista. Amanhã as agências bancárias na cidade continuarão fechadas.
MARANHÃO
Em todo o Estado, 100% das agências da Caixa pararam ontem e 50% do banco do Brasil. Além da capital São Luís, a greve atinge Açailândia, Aldeias Altas, Bacabal, Bacuri, Balsas, Carolina, Caxias, Codó, Coroatá, Grajaú, Imperatriz, João Lisboa, Mangabeiras, Pedreiras, Pindaré-Mirim, Pinheiro, Rosário, São José de Ribamar, São Mateus, Santa Inês, Santa Helena, Santa Luzia, São Luís Gonzaga, Tasso Fragoso e Timbiras.
Um giro pelo Sudeste
SÃO PAULO
No balanço feito pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, até as 14h30 do segundo dia de greve (6/10) mais de 35 mil bancários estão parados em 493 locais de trabalho entre agências e centros administrativos. Os caixas eletrônicos funcionam normalmente.
No ABC paulista, os bancários permanecem em greve por tempo indeterminado com o mesmo quadro de ontem: cerca de 150 agências fechadas e 3.700 trabalhadores parados, apesar do aumento da pressão por parte dos bancos contra a mobilização da categoria. Nenhuma agência da Caixa Federal abriu hoje.
Em Assis, a 1ª Vara do Trabalho concedeu liminar favorável ao Sindicato dos Bancários, garantindo o direito de greve em todas as agências da base, com exceção das cidades de Quatá e João Ramalho. De acordo com a liminar, os bancos não poderão praticar atos de coação, constrangimento, por qualquer meio, no intuito de obrigar seus empregados ao comparecimento ao local de trabalho nas ocasiões em que estiver sendo exercido o direito de greve. O descumprimento da liminar importará ao banco uma multa de R$ 50 mil por cada ato.
Em Santos e Região a paralisação atinge 80% da categoria. Muitos bancos obrigaram seus funcionários a entrar antes das 7 horas da manhã para atender o público. Porém, a greve na região se estendeu para cidades do litoral sul paulista como Cidade Ocian (distrito de Praia Grande), Mongaguá e Itanhaém. Ontem, na abertura das agências, às 11h, no Centro de Santos, sob ordem expressa da diretoria do Bradesco, a Polícia Militar foi acionada, para reprimir e agir com truculência para deter os grevistas, inclusive um deles foi levado algemado por estar exercendo seu livre e constitucional direito de greve na Praça Mauá. O presidente do Sindicato, Pedro de Castro Junior, foi retirado da porta da agência do Bradesco com uma "gravata" por um policial.
Em Bauru, nesta sexta-feira, dia 6, estão paradas 21 das 44 agências bancárias. Aderiram à greve bancários do Unibanco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Banco do Brasil, Mercantil do Brasil, Nossa Caixa e Banco Safra. A agência da Nossa Caixa de Santa Cruz do Rio Pardo aderiu à greve hoje. Também estão paralisadas as agências do Banco do Brasil e da Caixa Federal de Avaré.
Além de São Paulo, ABC, Assis, Santos e Bauru, pararam no Estado os bancários de Araraquara, Barretos, Bragança, Catanduva, Guarulhos, Jundiaí, Limeira, Mogi das Cruzes, Presidente Prudente e Taubaté.
RIO DE JANEIRO
No Rio, a maior unidade do ABN Real no município do Rio, conhecida como Realzão, foi local de uma atividade criativa e chamativa na manhã de ontem. O Sindicato dos Bancários montou a Roda de Talentos da Maturidade, convocando bancários aposentados, ligados à Secretaria de Aposentados da entidade. Com a atividade, o banco se viu impedido de chamar a polícia para, com sua truculência habitual, forçar a abertura das portas do edifício.
Além do Rio de Janeiro, estão parados no Estado os bancários de Angra dos Reis, Baixada Fluminense, Campos, Itaperuna, Macaé, Niterói, Nova Friburgo, Petrópolis, Sul Fluminense, Teresópolis e Três Rios. Em Nova Friburgo, a 1ª Vara do Trabalho concedeu tutela antecipada ao Sindicato dos Bancários garantindo o livre exercício do direito de greve em todas as agências localizadas na base de atuação da entidade. O movimento grevista, desde que pacífico, poderá ser conduzido pelo Sindicato, entendendo o juiz que o uso de aparato policial para reprimir a greve é um desmando, uma prática abusiva. A decisão invalida, ainda, o interdito proibitório concedido ao Bradesco, que tinha validade apenas para a paralisação de 24 horas do dia 26 de setembro. A multa diária para a parte que infringir as determinações da liminar é de R$ 10 mil.
MINAS GERAIS
Na base do Sindicato de BH e Região, 109 unidades de trabalho entre agências e setores estão em greve. Mais seis agências do BB aderiram ao movimento hoje e, em todos os bancos, vários departamentos que estavam com paralisação parcial já estão completamente parados. Ao meio-dia de hoje, mais de 400 bancários realizaram uma passeata pelo centro da Capital mineira. Além de BH, paralisação atinge as cidades de Betim, Caeté, Contagem, Lagoa Santa, Ouro Branco, Sabará, Santa Luzia, Sete Lagoas e Vespasiano.
Em Minas também pararam a partir os bancários das cidades de Governador Valadares, Juiz de Fora, Cataguases, Uberaba e Divinópolis. Em Uberaba, cinco agências bancárias foram paradas no 1º dia da greve. As quatro agências da Caixa na cidade tiveram uma paralisação de 95%. Somente o corpo gerencial foi trabalhar nas agências da Caixa. A greve atingiu de cheio também na maior agência do Itaú na cidade (Centro), com 100% de adesão. Em Juiz de Fora, a diretoria do Sindicato esteve em frente à agência do Bradesco do Calçadão da Halfeld durante toda a manhã de hoje fazendo manifestação. Há uma banda de música e várias faixas para alertar a população sobre as reivindicações da categoria. Desde ontem estão paradas as agências da Caixa (inclusive a de Rio Pomba, cidade da base) e do Banco do Brasil e mais duas agências do Bradesco (Halfeld e Getúlio) e uma do HSBC (Halfeld).
As agências bancárias de Cataguases não funcionam a partir desta sexta-feira, dia 6. Fato lastimável aconteceu hoje por conta das ações truculentas e ameaçadoras tomadas pelo Gerente Geral do Banco do Brasil de Cataguases. Ele ameaçou o corpo de funcionários do BB com a retirada de cargos comissionados dos que aderissem ao movimento. Não bastasse essa truculência, acionou o Batalhão da Polícia Militar para intimidar os que faziam parte do movimento grevista.
Espírito Santo
No segundo dia da greve nacional da categoria bancária, no Espírito Santo o movimento amplia, com o fechamento de 141 agências, mais cinco prédios administrativos. Na Caixa Econômica Federal, a greve atingiu 41 agências, além do edifício Castelo Branco, localizado no Centro de Vitória. No Banco do Brasil, a greve manteve paradas 40 unidades. Também não funcionaram a Gerência de Logística (Gerel) e o prédio da Pio XII. No Banestes, além do CPD e do edifício Pallas Center, no Centro de Vitória, os bancários fecharam 54 agências (44 na Grande Vitória e 10 no interior). Foram fechadas, ainda, 6 agências de bancos privados, todas na Grande Vitória. Só no Espírito Santo, são 12 interditos, tanto na justiça trabalhista quanto cível. O Sindicato está recorrendo judicialmente para garantir o direito de greve da categoria.
Um giro pelo Sul
PARANÁ
No Paraná, a truculência dos banqueiros e a violência da PM marcaram o segundo dia de greve dos bancários. Em Umuarama, dois diretores do Sindicato, Wilson de Souza e Edilson José Gabriel, foram detidos. Duas agências do banco Itaú foram abertas por meio de interdito proibitório e ação policial. Sete agências permaneceram fechadas.
Em Londrina, o Bradesco demonstrou mais uma vez desrespeito com os bancários. Com truculência, os policiais exigiram a abertura de uma agência no centro da cidade. Em outra, a administração utilizou a Polícia Militar, que mandou dois agentes do Serviço de Inteligência P2 (polícia secreta) para desestabilizar a comissão de esclarecimento do sindicato, além de uma guarnição que deu cobertura às pressões dos administradores. Por volta das 14 horas, os funcionários, bastante abalados, foram obrigados a entrar e abrir totalmente a agência. O Seeb Londrina já conseguiu liminares que garantem a greve no Sudameris, Itaú e ABN/Real.
Em Curitiba duas agências do Bradesco foram abertas por oficial de justiça acompanhada por policiais, que forçaram a entrada e abriram a agência. Durante toda a manhã, os bancários sofreram represálias e pressão policial. Até o meio dia desta sexta-feira estavam fechadas em Curitiba 168 agências bancárias.
No Paraná, são cerca de 260 agências. Além da capital, de Umuarama e de Londrina, cruzaram os braços os bancários de Apucarana, Campo Mourão e Cornélio Procópio.
SANTA CATARINA
Os bancários de Florianópolis e Região fecharam quase 100% das agências da Caixa Econômica Federal da base, 75% das agências do BB e 50% do BESC (Banco do Estado de Santa Catarina). A categoria também cruzou os braços em cinco agências de bancos privados (Bradesco, Unibanco, Safra e duas do HSBC).
A paralisação em Santa Catarina também está forte no interior. A greve atinge Blumenau, Chapecó, Xanxeré, Palmitos, Joaçaba, São Miguel do Oeste, Criciúma, Araranguá, Concórdia, Rio do Sul e Ituporanga. Em Criciúma, o Sindicato promoveu um "piquenique" na agência central do Bradesco.
RIO GRANDE DO SUL
No Rio Grande do Sul a mobilização cresceu com a adesão dos funcionários do Banrisul. Em Porto Alegre, a greve segue mais forte nos bancos públicos. Praticamente 100% das agências da Caixa fecharam. No interior gaúcho, a mobilização continua firme. Além de Porto Alegre, estão parados os bancários de Bento Gonçalves, Camaquã, Cachoeira do Sul, Carazinho, Caxias do Sul, Cruz Alta, Horizontina, Ijuí, Lajeado, Litoral Norte, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Rio Pardo, Rosário do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Rosa, Santana do Livramento, Santiago, Santo Ângelo, São Leopoldo, São Luiz Gonzaga, Uruguaiana, Vacaria, Vale do Caí e Vale do Paranhana.
Em Santa Maria, o Sindicato garantiu liminar em duas ações pelo livre exercício da greve. O juiz Carlos Aparecido Zardo determinou que os bancos não adotem procedimentos que impeçam as manifestações pacíficas em frente às agências. A Justiça também reforça que os bancos não podem constranger de maneira alguma os funcionários para furarem a greve. O descumprimento acarretará uma multa de R$ 20 mil por infração.
Fonte: Contraf/CUT
PARANÁ
No Paraná, a truculência dos banqueiros e a violência da PM marcaram o segundo dia de greve dos bancários. Em Umuarama, dois diretores do Sindicato, Wilson de Souza e Edilson José Gabriel, foram detidos. Duas agências do banco Itaú foram abertas por meio de interdito proibitório e ação policial. Sete agências permaneceram fechadas.
Em Londrina, o Bradesco demonstrou mais uma vez desrespeito com os bancários. Com truculência, os policiais exigiram a abertura de uma agência no centro da cidade. Em outra, a administração utilizou a Polícia Militar, que mandou dois agentes do Serviço de Inteligência P2 (polícia secreta) para desestabilizar a comissão de esclarecimento do sindicato, além de uma guarnição que deu cobertura às pressões dos administradores. Por volta das 14 horas, os funcionários, bastante abalados, foram obrigados a entrar e abrir totalmente a agência. O Seeb Londrina já conseguiu liminares que garantem a greve no Sudameris, Itaú e ABN/Real.
Em Curitiba duas agências do Bradesco foram abertas por oficial de justiça acompanhada por policiais, que forçaram a entrada e abriram a agência. Durante toda a manhã, os bancários sofreram represálias e pressão policial. Até o meio dia desta sexta-feira estavam fechadas em Curitiba 168 agências bancárias.
No Paraná, são cerca de 260 agências. Além da capital, de Umuarama e de Londrina, cruzaram os braços os bancários de Apucarana, Campo Mourão e Cornélio Procópio.
SANTA CATARINA
Os bancários de Florianópolis e Região fecharam quase 100% das agências da Caixa Econômica Federal da base, 75% das agências do BB e 50% do BESC (Banco do Estado de Santa Catarina). A categoria também cruzou os braços em cinco agências de bancos privados (Bradesco, Unibanco, Safra e duas do HSBC).
A paralisação em Santa Catarina também está forte no interior. A greve atinge Blumenau, Chapecó, Xanxeré, Palmitos, Joaçaba, São Miguel do Oeste, Criciúma, Araranguá, Concórdia, Rio do Sul e Ituporanga. Em Criciúma, o Sindicato promoveu um "piquenique" na agência central do Bradesco.
RIO GRANDE DO SUL
No Rio Grande do Sul a mobilização cresceu com a adesão dos funcionários do Banrisul. Em Porto Alegre, a greve segue mais forte nos bancos públicos. Praticamente 100% das agências da Caixa fecharam. No interior gaúcho, a mobilização continua firme. Além de Porto Alegre, estão parados os bancários de Bento Gonçalves, Camaquã, Cachoeira do Sul, Carazinho, Caxias do Sul, Cruz Alta, Horizontina, Ijuí, Lajeado, Litoral Norte, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Rio Pardo, Rosário do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Rosa, Santana do Livramento, Santiago, Santo Ângelo, São Leopoldo, São Luiz Gonzaga, Uruguaiana, Vacaria, Vale do Caí e Vale do Paranhana.
Em Santa Maria, o Sindicato garantiu liminar em duas ações pelo livre exercício da greve. O juiz Carlos Aparecido Zardo determinou que os bancos não adotem procedimentos que impeçam as manifestações pacíficas em frente às agências. A Justiça também reforça que os bancos não podem constranger de maneira alguma os funcionários para furarem a greve. O descumprimento acarretará uma multa de R$ 20 mil por infração.
Fonte: Contraf/CUT


























































































































































