No início dos anos 80 entrei no banco com a expectativa de seguir carreira. Em 1997, com 37 anos, eu já sentia fortes dores nas mãos e braços. Os médicos não tinham certeza do diagnóstico e me receitaram analgésicos e sessões de fisioterapia. Dois anos depois, devido ao acúmulo de funções e à pressão pelas metas, as dores pioraram. Em 2000, o banco me demitiu. Na mesma época, procurei o Sindicato e entrei com ação na Justiça contra o banco, pedindo a reintegração, e contra o INSS, que não reconheceu a LER como acidente de trabalho. Sempre coloquei o banco como prioridade na minha vida, deixando de lado minha família, sobretudo meus filhos, que cresceram sem a minha presença. Vejo que todo esse sacrifício não valeu a pena, pois no momento em que mais precisei do banco, ele virou as costas para mim. Além da LER, estou com hérnia de disco, cervicalgia (síndrome caracterizada por dor e rigidez transitória na região da coluna cervical,) e pressão alta.
*Bancária de 47 anos, que quis preservar a identidade e o banco em que trabalhou para se proteger


























































































































































