
Os bancários começaram as negociações das suas reivindicações em agosto. Até o momento a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu proposta de 6% de reajuste, cerca de 0,58% de aumento real. Na minuta de reivindicações da categoria entregue pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) aos patrões, os bancários pedem reajuste de 10,25%, com ganho real de 4,61%.
O cenário econômico registra a alta do salário mínimo acima da inflação, queda da inflação medida pelo INPC e manutenção do nível de emprego. Há ambiente favorável ao reajuste com ganho real, já que os resultados dos seis maiores bancos em atividade no país (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander e HSBC) alcançaram um lucro líquido de R$ 24,6 bilhões no primeiro semestre de 2012.
O HSBC e o Itaú, porém, apresentaram saldo negativo de emprego da categoria, por conta da dispensa de 1.836 e 9.014 bancários em 12 meses, respectivamente.
As instituições financeiras também aumentaram as provisões para crédito de liquidação duvidosa em 30,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Essas provisões são para atrasos acima de 90 dias, observadas nos bancos privados, principalmente nas operações de financiamento de veículos.
Outro ponto de destaque na pesquisa realizada pelo Dieese é que os aumentos reais foram mais frequentes (97,1%) nas negociações por categoria profissional. Os bancários estão incluídos no grupo que possui uma CCT, ou seja, válida para todo o Brasil.
A região Centro-Oeste merece destaque na pesquisa, considerando que as 32 negociações analisadas resultaram em conquistas financeiras reais nos salários.
Thaís Rohrer
Do Seeb Brasília


























































































































































