O descaso das instituições financeiras com a segurança de bancários e clientes é cada vez mais preocupante. Somente em dezembro de 2006, os bancos pagaram aproximadamente R$ 985 mil em multas por desrespeitar a legislação de segurança do setor, valor 11 vezes maior do que o desembolsado em junho do mesmo ano, quando a fatura foi de R$ 90 mil.
O descaso das instituições financeiras com a segurança de bancários e clientes é cada vez mais preocupante. Somente em dezembro de 2006, os bancos pagaram aproximadamente R$ 985 mil em multas por desrespeitar a legislação de segurança do setor, valor 11 vezes maior do que o desembolsado em junho do mesmo ano, quando a fatura foi de R$ 90 mil.
Ausência ou número insuficiente de vigilantes na área de atendimento, alarme com defeito e falta de plano de segurança são as principais infrações cometidas pelos bancos em todo o país. O Banco do Brasil foi a instituição financeira mais autuada por descumprir essa legislação, seguida pelo ABN Real, Bradesco e Unibanco.
Os dados constam das informações da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), coordenada pela Polícia Federal. A CCASP é integrada por representantes dos bancários, da federação dos bancos (Febraban), vigilantes, empresas de vigilância, empresas de transporte de valores, empresas de formação de vigilantes, do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) e do Exército.
O que diz a legislação
A legislação exige que os estabelecimentos bancários, para funcionar, cumpram dois itens básicos: a presença de vigilantes preparados e a instalação de sistema de alarme. A terceira requisição pode ser escolhida entre o circuito interno de TV, o sistema de retardo à ação dos marginais interpretado como porta giratória ou o equipamento que impeça a abertura imediata do cofre e a cabina blindada.
No ano passado, só na capital paulista, foram registrados 122 assaltos em agências bancárias. Em Brasília, só em 2007 já foram duas ocorrências, sendo uma tentativa de assalto a um cliente no auto-atendimento na agência 504 Sul da Caixa e um roubo em outra agência do banco na cidade-satélite do Gama.
Não bastasse isso, os bancos tergiversam quando o assunto é assistência aos trabalhadores envolvidos em casos dessa natureza. Não emitem a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) nem prestam o apoio (psicológico, por exemplo) necessário às vítimas.
Os bancos não podem mais virar as costas para a segurança de bancários e clientes. Essa realidade precisa ser modificada com urgência. Entre as medidas que consideramos fundamentais para reduzir os riscos nas agências estão investir na constante qualificação de vigilantes, que os bancários não portem mais chaves de cofres e manter dispositivos de segurança em pleno funcionamento ao lado das portas giratórias, disse Raimundo Dantas, diretor do Sindicato e membro da Comissão de Segurança Bancária da Federação Centro-Norte.
Medo dos bancários com a insegurança é destaque do Fantástico
A insegurança nas agências e o medo que o problema tem causado nos bancários foram destaque no último domingo, dia 11, do programa Fantástico, da TV Globo. Em pleno horário nobre, funcionários de diversos bancos assaltados revelaram o sofrimento que o descaso das empresa causam na vida pessoal e profissional dos trabalhadores vítimas da insegurança.
A reportagem do Fantástico destacou que entre 2005 e 2006 o número de roubos aumentou 82% em São Paulo e 52% no Estado. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado. A matéria mostrou, entre outros, o drama da subgerente Bárbara Fidélis Rosado, de 31 anos, que morreu durante um assalto em agosto passado no Banco Sudameris, em São Paulo.
O Sindicato está articulando com a deputada distrital Erika Kokay (PT) um encontro com o novo secretário de Segurança Pública do DF, general Cândido Vargas, para discutir o assunto.


























































































































































