Crédito: Movimento Pró-Saúde Mental do DF
Militantes da luta antimanicomial realizam Sarau em Taguatinga Sul
O Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, recebeu total apoio do Sindicato, que é contra a internação compulsória dos pacientes. A entidade sindical participou das atividades realizadas pelo Movimento Pró-Saúde Mental do Distrito Federal em conjunto com outras entidades.
O Parque da Cidade de Brasília foi um dos locais escolhidos pelo Movimento Pró-Saúde Mental para sediar atividades culturais, palestras e outras ações da Semana do Dia Nacional da Luta Antimanicomial: um grito de diversidade.
O objetivo da semana é divulgar a importância da convivência familiar para as pessoas que têm transtornos e doenças mentais.
“O sofrimento mental não deve ser tratado com o aprisionamento. Priorizamos o sistema aberto onde as pessoas têm relações familiares e convivência em sociedade. Essas pessoas também devem ser tratadas com cidadania, de acordo com suas limitações”, destaca João Vinicius, integrante do grupo Movimento Pró-Saúde Mental do DF.
Secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato, Wadson Boaventura destacou a importância do apoio do movimento sindical para a luta antimanicomial. “É relevante o diálogo sobre saúde mental, inclusive queremos fazer um paralelo sobre o tema com o adoecimento dos bancários relacionado às doenças mentais”.
“Futuramente, pretendemos aprofundar o debate sobre saúde mental para informar a categoria e desconstruir uma série de preconceitos sobre o assunto“, afirmou o presidente do Sindicato, Eduardo Araujo.
Lei acaba com manicômios
Em 2001, foi sancionada a Lei 10.216, que começou um processo de reforma psiquiátrica no Brasil propondo o fim dos manicômios e tratamento com base comunitária, no qual o paciente continua integrado à sociedade podendo continuar no convívio familiar e em sociedade. A legislação vigente também rejeita a internação compulsória.
A partir dessa lei foram criados os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). A ideia original da lei é substituir os antigos manicômios por alternativas humanizadas em que o doente mental não fique isolado do mundo.
Segundo o Ministério da Saúde, a Rede de Saúde Mental conta com 2.128 Caps em várias modalidades, que podem realizar 43,1 milhões de atendimentos por ano no país.
“Ainda existem leitos psiquiátricos no Brasil e uma estigmatização da loucura. Por isso, no mês de maio, quando é celebrado o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, intensificamos a luta contra exclusão e por acolhimento das pessoas com doenças mentais”, reivindica João Vinicius, que também é cientista político e militante antimanicomial.
Thaís Rohrer
Do Seeb Brasília



























































































































































