Doze dias após os empregados e empregadas terem aprovado em assembleia, por unanimidade, a proposta da Caixa Econômica Federal para as carreiras de advogados, engenheiros, arquitetos, médicos, dentistas e outras categorias, o Sindicato dos Bancários de Brasília, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), as federações e demais entidades sindicais assinaram, na manhã desta segunda-feira (27), o acordo aditivo sobre a nova estrutura salarial dos profissionais.
O novo plano de carreira profissional atinge mais de 3.500 trabalhadores e trabalhadoras da empresa. A nova estrutura salarial estabelece reajuste no teto da tabela, contemplando, inclusive, o Adicional por Tempo de Serviço (ATS), que vem embutido. Os salários passam a variar de R$ 7.445 até R$ 17.523.
Na avaliação do Sindicato, o acordo aditivo para carreira profissional, que abrange 36 níveis, contempla diversos itens pendentes desde 2006 e ajuda na unificação, além de incorporar em sua tabela item importante de ATS.
Fim da discriminação
Pouco antes da assinatura do acordo, o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e vice-presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira, criticou a discriminação aos trabalhadores que não saldaram o REG/Replan, plano de benefícios da Funcef (fundo de pensão). “Apesar de a proposta apresentada para carreira profissional contemplar diversos itens pendentes desde 2006, os empregados e empregadas do REG/Replan não saldado ficaram de fora”.
Quem também discorda da discriminação é o secretário de Saúde do Sindicato, Antonio Abdan. “O fato de a Caixa não ter incluído os empregados desse segmento no plano de carreira profissional mostra uma postura antidemocrática”, destacou Abdan, que participou da assinatura do aditivo.
- Confira aqui a íntegra do acordo aditivo que engloba o novo plano de carreira profissional da Caixa.
Desde que os gestores da Caixa iniciaram as represálias e as discriminações contra os trabalhadores do REG/Replan não saldado, o Sindicato dos Bancários de Brasília vem lutando para defender esses empregados.
Rodrigo Couto
Do Seeb Brasília



























































































































































