Dentro da programação da Semana da Mulher, aconteceu na quarta-feira 5 à noite, no Teatro dos Bancários, o debate As Mulheres e os desafios para a igualdade, realizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT/DF) e sindicatos filiados, incluindo o dos Bancários.
O objetivo foi planejar uma política de igualdade capaz de enfrentar o problema da desigualdade e alcançar as soluções mais efetivas para a equidade de gênero. O debate foi aberto pela atual secretária de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Bancários, Mirian Fochi, militante incansável pela igualdade de gênero.
"O 8 de março é o momento mais importante da agenda feminista, no qual se comemoram as conquistas e se reafirmam os desafios a serem superados na busca por uma sociedade mais justa e solidária, com igualdade entre mulheres e homens", destaca Mírian Fochi.
Na seqüência, a deputada distrital Erika Kokay (PT), bancária, ex-presidente da CUT-DF e do Sindicato, fez um breve resumo da luta das mulheres pela busca da igualdade e defendeu mudanças rápidas nas políticas publicas.
Erika ainda prestou uma homenagem à Maria Ednalva Bezerra de Lima, falecida em 2007, que era Secretária Nacional sobre a Mulher Trabalhadora da CUT. Ela não está mais presente em corpo, mas sua trajetória de lutas estará sempre presente.
Em seguida, foram convidados os representantes das entidades que apoiaram o evento: Maria Augusta, diretora de Administração e Patrimônio do Sinpro; Jair Pedro Ferreira, diretor do Sindicato dos Bancários e de Administração e Finanças da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae); Maria da Graça, secretária de Mulheres da CUT-DF, e Rejane Pitanga, presidente da CUT-DF.
O debate
Mediadora, Rejane Pitanga afirmou que a comemoração da semana da mulher é uma oportunidade para debater com a sociedade a busca pela igualdade entre homens e mulheres, a melhoria de salários e empregos e discutir sobre a violência contra as mulheres.
Para Giselle Duppin, coordenadora da Secretaria de Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, a cultura e a igualdade de direitos entre mulheres e homens estão interligadas. Lembrou também que o ministério tem atuado na inclusão das mulheres indígenas e de outras etnias.
A cantora e compositora Lecy Brandão defendeu maior espaço para as mulheres na política, começando pelas eleições municipais deste ano. Ela criticou a televisão brasileira, que prefere mostrar a beleza plástica de artistas e modelos, em detrimento dos bons exemplos de brasileiros que vivem no interior. Segundo ela, o Brasil não se resume ao eixo Rio-São Paulo.
Pela primeira vez, Lecy falou sobre sua indicação para ocupar a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Não aceitei porque não estou preparada para assumir um cargo dessa natureza.
A ex-senadora Emília Fernandes, do Fórum de Mulheres do Mercosul, elogiou a iniciativa da CUT-DF. Além do compromisso com as causas trabalhistas, a central incorpora em suas lutas questões importantes como a igualdade de direitos.
Ao fazer um resumo das ações do governo federal para conter a violência contra as mulheres, Emília lembrou ainda que a cada 15 segundos uma mulher é violentada no Brasil. É de sua autoria a lei que criou o telefone (180) que recebe chamadas de todo o país para denunciar maus-tratos contra as mulheres. Assim como Lecy Brandão, Emília defendeu uma maior participação feminina na política.
Rosane da Silva, da SNMT da CUT Nacional, afirmou que a central vai lutar pela redução da jornada de trabalho e pela aprovação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que tem como tema a garantia do emprego contra a dispensa imotivada. A redução da jornada vai gerar mais emprego para as mulheres, explicou Rosane, afirmando que as mulheres representam 46,7% da população economicamente ativa (PEA) e 51,5% dos desempregados no país.
Carmem Foro, vice-presidente da CUT Nacional e coordenadora de Mulheres da Contag, participou da abertura, mas ficou impossibilitada de participar do debate, devido a uma viagem inadiável.
O evento foi realizado pela CUT/DF, sindicatos filiados (Sindicato dos Bancários de Brasília, Sinpro/DF, CNTE, SAE, Sindser, Sindsep/DF e Sinpaf), e Fenae.
Show
Lecy Brandão encerrou o debate cantando suas músicas que falam da luta do povo brasileiro, incluindo o sucesso Coisas Que Mamãe me Ensinou.




























































































































































