Centenas de bancários, juntamente com a diretoria do Sindicato, engrossaram na última quarta-feira 3, em Brasília, uma multidão que somou mais de 35 mil trabalhadores de diversas categorias, representando os mais diversos ramos de atividade econômica, na 5ª Marcha da Classe Trabalhadora, em mais uma iniciativa da CUT (Central Única dos Trabalhadores), em parceria com as demais centrais sindicais (CTB, UGT, Nova Central, Força Sindical e CGTB).
Sob o lema Desenvolvimento e Valorização do Trabalho e com bandeiras com palavras de ordem, balões, camisetas e carro de som, bancários, trabalhadores do campo e da cidade, servidores públicos e da iniciativa privada, ativos e aposentados percorreram 9 km, partindo em passeata do estádio Mané Garrincha rumo ao Congresso Nacional, onde foi realizado um grande ato público, com a participação de lideranças partidárias. Os bancários de Brasília também estão na luta por considerar que os temas são de interesse de toda a classe trabalhadora, sem prejuízo para as questões específicas de cada segmento, explicou o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto.
Para o secretário-geral do Sindicato, André Nepomuceno, diante da crise internacional, os trabalhadores precisam cobrar do governo medidas que garantam o emprego, por meio da exigência de contrapartidas das empresas. O governo não pode injetar dinheiro público para uma empresa privada e esta mesma empresa continuar demitindo trabalhadores, defendeu.
Também na pauta de reivindicações dos trabalhadores estão questões como a valorização do salário mínimo; defesa das reservas do pré-sal e uma nova matriz energética; ratificação das convenções 151 (que regulamenta a negociação coletiva no serviço público) e a 158 (que coíbe as demissões imotivadas). Para o presidente da CUT Nacional, Artur Henrique, a V Marcha da Classe Trabalhadora já proporcionou resultados positivos. "É uma grande vitória reunirmos trabalhadores e trabalhadoras de todo o País, independente da central a que são filiados, neste momento de crise. Isso mostra que o povo brasileiro está pronto para a luta", afirmou.
As centrais sindicais entregaram aos presidentes da Câmara e do Senado um documento unitário contendo 18 propostas para enfrentar a crise, entre elas a valorização permanente do salário mínimo, correção da tabela do Imposto de Renda, com menos imposto sobre os salário, e redução da jornada de trabalho, sem redução de salários.


























































































































































