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Em conjunto com outras categorias de trabalhadores, os bancários participaram nesta terça-feira 10 de |
manifestações pelo veto presidencial à emenda 3 do projeto que cria a Super Receita. Bem cedo, às 8h30, cerca de 150 sindicalistas realizaram ato no Aeroporto Internacional de Brasília.
O presidente do Sindicato, Jacy Afonso, participa de audiência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir meios de proteger o trabalhador, principalmente frente à emenda 3 e formas para regulamentar o trabalho da pessoa jurídica no país
Em conjunto com outras categorias de trabalhadores, os bancários participaram nesta terça-feira 10 de manifestações pelo veto presidencial à emenda 3 do projeto que cria a Super Receita. Bem cedo, às 8h30, cerca de 150 sindicalistas realizaram ato no Aeroporto Internacional de Brasília. Os manifestantes entregaram uma carta aos parlamentares que chegavam pedindo a manutenção do veto.
À tarde, o presidente do Sindicato, Jacy Afonso, ao lado de outros sindicalistas, se reuniu com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e representantes dos ministérios do Trabalho e Previdência Social para discutir meios de proteger o trabalhador, principalmente frente à emenda 3 e formas para regulamentar o trabalho da pessoa jurídica no país. Mantega apoiou as questões trabalhistas e a busca por alternativas, como um novo projeto que substitua o que está tramitando no Congresso Nacional.
Em seguida, os sindicalistas entregaram carta a deputados federais e senadores pedindo a manutenção do veto presidencial à emenda 3. Ao final da tarde, por volta das 16h, foi realizada uma manifestação na Rodoviária do Plano Piloto para conscientizar a população sobre os riscos da emenda.
A emenda 3 pode trazer grandes prejuízos aos trabalhadores, pois abre brecha na legislação para as empresas não assinarem a carteira de trabalho e deixarem de cumprir com uma série de obrigações trabalhistas, explica Rodrigo Britto, diretor do Sindicato.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique, afirmou que a emenda 3 estimula a contratação de trabalhadores como pessoas jurídicas, em substituição à carteira assinada. Queremos reverter a situação atual na qual grande parte dos trabalhadores na área de comunicação são contratados como pessoas jurídicas.
Além dos bancários, trabalhadores do Brasil inteiro realizaram nesta terça uma série de manifestações e paralisações numa greve de advertência contra a emenda 3. As manifestações foram muito forte e a mobilização dos bancários foi um exemplo de como os trabalhadores estão atentos contra esta emenda 3. A categoria está de parabéns e mostrou união e força no país inteiro, comentou Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.
O Congresso Nacional deve votar nos próximos dias o veto do presidente Lula à emenda 3. Se for derrubado, a medida pode acabar com vários direitos trabalhistas, como férias, 13º salário, licença-maternidade, vale-transporte e alimentação, FGTS.
Veja abaixo um balanço das manifestações realizadas pelos bancários em todo o país.
São Paulo
O Centro Velho de São Paulo amanheceu com os bancários na rua. Os bancários retardaram o início das atividades até as 10h30. Foram 29 locais parados nesta terça-feira (25 agências e quatro concentrações), onde trabalham cerca de 5 mil pessoas.
Em São Bernardo do Campo, os bancários do principal corredor financeiro – a rua Marechal de Deodoro – atrasaram em uma hora a abertura das agências. O protesto, organizado pelo Sindicato dos Bancários do ABC, envolveu trabalhadores do Banco do Brasil, Santander Banespa, Unibanco, Bradesco, Caixa Federal e Itaú, entre outros. Ao todo cerca de trinta agências estiveram paralisadas. Às 10h, cerca de duzentos e cinqüenta bancários participaram de ato e votação simbólica em frente à igreja Matriz, reiterando a repulsa à derrubada do veto presidencial. O único incidente durante o protesto ocorreu com o banco Bradesco que novamente quis impedir a participação dos funcionários que, mesmo assim, estiveram presentes na manifestação.
O Sindicato dos Bancários de Araraquara realizou manifestações em todas as agências da região central da cidade com discursos e entrega de material aos bancários e clientes. O público se mostrou surpreso diante dos esclarecimentos da diretoria do Sindicato e apoiou a manifestação. A diretoria do Sindicato orientou os cidadãos a cobrarem dos parlamentares eleitos da região uma plena defesa dos direitos dos trabalhadores.
Em Assis, desde as 8 horas da manhã, sindicalistas bancários colocaram faixas em frente ao Banco do Brasil informando sobre a emenda 3 e começaram a distribuir os panfletos juntamente com sindicatos de outras categorias esclarecendo os prejuízos que pode vir a causar na vida dos trabalhadores. O presidente do Sindicato dos Bancários de Assis, Hélio Paiva Matos, explicou sobre a emenda 3 a todos os trabalhadores que se encontravam em frente ao banco. Não houve paralisação. O protesto foi até às 11h, com carro de som e a presença da imprensa local. A manifestação foi tranqüila e positiva.
Os bancários de Catanduva também protestaram contra a emenda 3. Diretores do Sindicato percorreram os bancos da cidade distribuindo panfletos sobre o assunto e alertando clientes e bancários sobre seus direitos e a importância de se manter o veto à emenda 3.
O Sindicato dos Bancários de Barretos e Região se movimentou e organizou um manifesto nesta terça-feira nas agências bancárias durante o horário de expediente. O presidente da entidade, Marco Antonio Pereira condenou a medida.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, cerca de quarenta agência ficaram paralisadas até as 11 horas, com quase 3 mil bancários em protesto. A paralisação se estendeu por toda a Avenida Rio Branco, principal avenida do centro da cidade. Foram distribuídos 15 mil panfletos durante a paralisação. Às 12 horas aconteceu um ato no Largo dos Bancários, com esquete do Grupo Cia Emergência Teatral convocado pela CUT.
Os sindicatos de Petrópolis, Sul Fluminense e Teresópolis também enviaram representantes à atividade. Na Baixada, em Friburgo, Itaperuna e Três Rios os sindicatos também realizaram panfletagens na base, entre os bancários e os clientes, sendo que em Friburgo a atividade estendeu-se à população em geral.
Em Campos, a diretoria do Sindicato dos Bancários, em conjunto com outras categorias, promoveram no centro financeiro uma grande manifestação, com panfletagem e carro de som. Foi tirado ainda um documento oficial destes Sindicatos para ser enviado a todos os deputados federais da região, pedindo a manutenção do veto presidencial.
Ceará
O Sindicato dos Bancários do Ceará engajou-se na programação promovida pela CUT-CE e os demais sindicatos filiados à Central para protestar contra a emenda 3. Uma série de paralisações, mobilizações e atos de rua foi realizada. A Central estadual organizou uma manifestação no aeroporto da cidade, para pressionar os parlamentares que partem para Brasília. Além disso, promoveu um grande ato público na Praça do Ferreira (centro de Fortaleza), contando com o engajamento de diversas entidades representativas de trabalhadores e movimentos sociais organizados.
Acre
O Sindicato dos Bancários do Acre realizou na manhã desta terça-feira, no Centro de Rio Branco, um ato público, onde o objetivo era informar a sociedade os risco que a emenda 3 pode representar para os trabalhadores. Na atividade, a direção do Sindicato distribuiu cerca de 3 mil panfletos. O ato contou com a simpatia de populares, principalmente dos aposentados e clientes de diversas agências de bancos públicos e privados.
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
Em Mato Grosso, os bancários retardaram até o meio dia a abertura de sete agências bancárias (Banco da Amazônia, Banco do Brasil, HSBC, ABN Real, Itaú, Sudameris e Unibanco) localizadas no centro financeiro de Cuiabá. Apesar do atraso para a abertura das agências bancárias, a população entendeu toda a importância e a necessidade desse protesto que é uma das formas de se evitar a alteração das leis trabalhistas. No período da tarde, os bancários se juntaram aos trabalhadores de diversas categorias e, encabeçados pela Central Única dos Trabalhadores, às 13 horas partiram em passeata da Praça Alencastro, passando pelas ruas do centro de Cuiabá.
Em Mato Grosso do Sul, os bancários de Dourados cruzaram os braços em todas as dezoito agências da cidade e retardaram suas aberturas em uma hora. Depois de várias entrevistas em rádios, televisões, jornais impressos e virtuais, a população douradense entendeu o recado dado pelos bancários e aceitaram pacificamente que a manifestação perdurasse o tempo proposto. Após a abertura das agencias, o Sindicato ainda deixou nas portas dos bancos faixas alertando a população sobre os riscos da aprovação da emenda 3.
Bahia
Os bancários e outros trabalhadores baianos realizaram uma grande passeata pelas ruas do centro de Salvador. Partindo do Campo Grande, os manifestantes seguiram pela avenida Sete de Setembro, munidos de faixas e carros de som, a fim de chamar a atenção da sociedade para o risco que correm os trabalhadores de todo o país, caso o veto a emenda 3 não permaneça. Para finalizar a passeata, os manifestantes simularam um enterro simbólico da emenda 3 em frente a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), na Avenida Sete, no centro de Salvador.
Em Cariri, os bancários juntamente com outras entidades e movimentos populares da região realizaram manifestação com distribuição de panfletos a população. Além de Cariri, os bancários percorreram as cidades vizinhas de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha.
O Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região realizou às 10h manifestação pública na praça Adami, centro da cidade. Foi distribuído uma carta aberta à população alertando sobre os perigos da emenda 3, como também o boletim da Contraf-CUT e da CUT Nacional.
Porto Alegre
Munidos de bandeiras, faixas e muita garra, os bancários de Porto Alegre (RS) marcharam a partir das 7h30 da Praça Pinheiro Machado, que fica na esquina das avenidas Farrapos e Brasil, até o prédio da Federasul (Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul), na avenida Mauá, no centro da capital gaúcha. Os dirigentes sindicais promoveram um ato público, protestando contra a postura das entidades empresariais.
Após a manifestação na Federasul, a caminhada prosseguiu até o prédio da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), localizado na avenida Mauá. A CUT-RS protocolou um documento, reiterando a posição contrária da Central em relação à Emenda 3 e reivindicando a realização de concurso público para a contratação de fiscais e uma melhor qualificação e valorização dos serviços e servidores públicos.
Com informações da Contraf-CUT




























































































































































