O Sindicato encaminhou ofício ao presidente da Caixa, Pedro Guimarães, relatando as medidas previstas em acordos, decretos e protocolos essenciais de prevenção ao contágio por coronavírus que não estão sendo observadas pela empresa.
“Além de desrespeitar tudo o que está previsto, a Caixa exerce forte pressão para que os empregados que estão em home office retornem ao trabalho presencial nesse momento crítico da pandemia aqui no DF. O risco de contágio nunca esteve tão alto e a direção da empresa demonstra não ter a menor preocupação com isso”, diz a secretária-geral do Sindicato, Fabiana Uehara.
A Caixa ignorou comunicado que ela própria fez ao empregados e às entidades sindicais prorrogando o teletrabalho até 17 de julho e passou a pressionar para o retorno às unidades, inclusive de empregados do grupo de risco. O Sindicato vem recebendo denúncias de convocações da empresa desde a semana passada.
No ofício a Pedro Guimarães, o Sindicato destaca que a realização do trabalho presencial não tem seguido minimamente os protocolos essenciais e informa, conforme denúncias dos bancários e bancárias, o descumprimento das seguintes medidas:
- Aviso com 48 horas de antecedência ao empregado para alteração do regime de trabalho de teletrabalho para o presencial;
- Aferição de temperatura e impedimento da entrada no estabelecimento de trabalho aos empregados, colaboradores, terceirizados e prestadores de serviço que apresentem temperatura igual ou superior a 37,3ºC;
- Fornecimento de máscaras cirúrgicas ou de tecido para todos os trabalhadores e seu uso exigido em ambientes compartilhados ou naqueles em que haja contato com outros trabalhadores ou público;
- Disponibilização de recursos para a higienização das mãos próximos aos locais de trabalho, incluindo água, sabonete líquido, toalha de papel descartável e lixeira, cuja abertura não demande contato manual, ou sanitizante adequado para as mãos, como álcool a 70%.
Os trabalhadores relatam ainda casos de copas de dimensões inadequadas para a quantidade de trabalhadores; de não observância da distância mínima de dois metros entre as pessoas; de unidades sem janelas, ou com janelas que não abrem; e de desinfecção precária, fora do disposto em Nota Técnica.
O Sindicato destaca na comunicação ao presidente da Caixa a “imperiosa necessidade da adoção das medidas de isolamento, possíveis a partir do acionamento das formas de trabalho não presencial, com manutenção das mesmas até o final da pandemia – medidas que têm demonstrado grande eficácia na proteção às vidas”.
OF.122-GAB-PRES-CAIXA-COVID-19-1Evando Peixoto
Colaboração para o Seeb Brasília


























































































































































