Sindicato repudia declaração de ministro favorável à privatização dos bancos públicos

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Na semana passada, em entrevista ao Valor Online, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, defendeu a privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, além da abertura de concorrência para o setor de correios e telégrafos. Jorge também disse que é favorável a privatização da Infraero. Para ele, o governo deveria se desfazer de todas as empresas que não são estratégicas para a administração do país. O Sindicato repudia as declarações do ministro e reafirma a importância dos bancos públicos para o desenvolvimento econômico e social do país. 

O Sindicato considera a declaração equivocada, tendo em vista que o atual governo é contrário ao projeto privatista dos tucanos, derrotados nas duas últimas eleições presidenciais.

As privatizações são interessantes e altamente lucrativas para uma parcela da elite econômica e política do país e que, por outro lado, as maiores vítimas do projeto privatista são os trabalhadores, que têm salários e postos de trabalho reduzidos (demissões).

A Caixa é uma das poucas instituições financeiras que investe em políticas públicas. Esse papel vem sendo exercido historicamente pela empresa, que atua como maior agente nacional de financiamento da casa própria e de investimento em saneamento básico e infra-estrutura urbana.

Por reiteradas vezes, em resposta às tentativas de minar o reconhecimento da sociedade quanto à importância da Caixa como banco público a serviço do Brasil, o movimento sindical desenvolveu campanhas para rechaçar o envolvimento da instituição em jogos políticos escusos e não permitir que o país seja remetido de volta ao passado.

O Sindicato não aceita que nenhum ministro de um governo que se diz ser democrático e popular, eleito pela ampla maioria da população brasileira, utilize a imprensa para emitir opiniões pessoais.

Se necessário, iremos às ruas, mais uma vez, para manifestar nosso apoio aos bancos públicos (Caixa, Banco do Brasil e BRB) como ferramentas essenciais para o desenvolvimento do país.