Sindicatos de bancários se mobilizam para evitar mais demissões. HSBC teria dispensado 380

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As recentes demissões no setor bancário fizeram com que sindicatos e organizações se mobilizassem para evitar mais desligamentos.
Os representantes dos trabalhadores temem mais dispensas nas áreas de crédito de todos os bancos e nos setores administrativos das instituições que estão passando por fusões ou aquisições.
A Fetec – Federação dos Bancários da CUT, tem uma agenda de reuniões com o Itaú-Unibanco. Na pauta, o processo de fusão das duas empresas, e as possíveis demissões decorrentes dele. A primeira reunião já aconteceu, e nenhum compromisso foi firmado. Na próxima, marcada para o dia 9 de dezembro, os sindicalistas esperam que o banco assine um documento se comprometendo a não demitir.
– Apesar de terem dito para a imprensa que não haverá demissões, eles (Itaú e Unibanco) se recusaram a assinar um compromisso. No dia 9, insistiremos nesta negociação – contou Pedro Sardi, secretário-geral da Fetec-SP. De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, os sindicalistas conseguiram uma garantia de que o banco não irá contratar no fim deste ano e no começo do ano seguinte, como é praxe nas instituições financeiras. Ao invés disso, haverão recolocações internas, o que vai evitar dispensas.
Procurado, o banco Itaú-Unibanco disse que não iria se pronunciar.
Já o HSBC, banco que não participou de nenhum processo de fusão recente, teria demitido 380 profissionais só no mês de novembro. As dispensas teriam se concentrado nas cidades do Rio de Janeiro e Curitiba. A informação vem do movimento sindical, e o banco não confirma nem nega os números.
Questionado sobre quais os setores afetados, quantas pessoas teriam sido desligadas e se haverá mais demissões, o banco limitou-se a dizer, por meio de nota, que "as demissões que ocorreram não estão relacionadas à crise e estão dentro dos níveis do "turn over" do mercado financeiro".
Já para Miguel Pereira, secretário de finanças da Contraf-CUT e funcionário do banco, as demissões são resultantes de mais um momento de reestruturação que a instituição vem passando, que vai desde um novo modelo operacional, revisão de sua base tecnológica, até a sua relação com os clientes. Um dos exemplos disso, diz o sindicalista, é o direcionamento do atendimento da carteira ‘super class’ para o call center.
– Apesar da falta gritante de funcionários, o banco continua demitindo. O que já provocava grande insatisfação junto aos clientes e deteriora ainda mais as condições de trabalho – explicou Pereira.
Nossa Caixa x Banco do Brasil
Em São Paulo, acabou na última sexta-feira o prazo para apresentação, na Assembléia Legislativa, de emendas à lei que ratifica a venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil. Conforme balanço dos dirigentes sindicais, das 43 emendas apresentadas pelos deputados estaduais, 26 tratam de assuntos pertinentes aos trabalhadores.
Segundo o deputado Marcos Martins (PT), entre as propostas estão a garantia de manutenção de todos os empregos durante o período de transição administrativa (entre um ano e um ano e meio) e a criação de um plano de carreira para os funcionários da Nossa Caixa.
Fonte: Globo Online