Termina sem avanços rodada de negociações com a Caixa, que adia propostas para dia 23

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A terceira rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Econômica Federal, realizada nesta sexta-feira 17, terminou sem avanços. Seguindo o posicionamento da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), os representantes da Caixa disseram que a empresa só dará uma resposta oficial às reivindicações dos bancários na quinta-feira 23, após a próxima reunião entre o Comando e a Fenaban. As negociações específicas desta sexta-feira foram marcadas pelos debates sobre temas relacionados à Funcef e aos correspondentes bancários.

 “Ano passado, a Caixa foi o banco onde a greve se prolongou por mais tempo, dada a intransigência da direção da empresa. Ao que tudo indica, esse cenário tende a se repetir este ano. Precisaremos intensificar a mobilização, com o envolvimento de todos os bancários, para arrancar nossas conquistas”, afirma Enilson da Silva, diretor do Sindicato e bancário da Caixa.

Durante a negociação, o Comando Nacional e a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) cobraram da empresa uma solução para as pendências relacionadas ao Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado (CTVA) no âmbito da Funcef. A empresa ficou de formular uma proposta para ser discutida nas negociações da mesa permanente.

Foram debatidas também outras pendências judiciais que se acumulam na Funcef em função de questões trabalhistas. “São mais de seis mil processos referentes a pagamento de abonos, revisão de índice salarial e outros pontos que, no nosso entendimento, a Caixa deveria ajudar a solucionar, por se tratar de pendências trabalhistas e não de previdência”, explicou o coordenador da CEE/Caixa e membro do Comando Nacional dos Bancários, Jair Pedro Ferreira. Segundo ele, os representantes do banco informaram que vão avaliar a reivindicação.

Confira outros pontos da negociação:

REG/Replan

Os representantes dos bancários cobraram da Caixa o fim das discriminações aos participantes do REG/Replan não-saldado, principalmente no que se refere à migração para a tabela do novo PCS e à adesão ao PFG (Plano de Funções Gratificadas). A empresa reafirmou seu entendimento de que não se trata de discriminação e que, portanto, não há o que se reconsiderar. O Comando Nacional dos Bancários registrou protesto em relação a essa postura.

Migração do REB para o Novo Plano

O Comando Nacional reivindicou urgência na migração do pessoal do REB para o Novo Plano. A Caixa informou que a medida já foi aprovada internamente e está dependendo da aprovação dos órgãos controladores do governo para colocá-la em prática. Quanto ao direito de o pessoal do REB realizar contribuições retroativas a 14 de junho de 2006, a empresa disse que esse direito será assegurado, bastando que o participante apresente requerimento, após aprovada a migração.

Voto de minerva

Os bancários reivindicaram a extinção do voto de minerva no Conselho Deliberativo e na diretoria da Funcef. A Caixa argumentou que teria dificuldade de encaminhar tal alteração devido à existência de legislação que estabelece essa premissa.

Correspondentes bancários

O Comando Nacional questionou a precarização do trabalho e as terceirizações na Caixa por conta da criação dos correspondentes bancários. Os representantes da empresa alegaram que a política de correspondentes bancários será mantida e que um projeto de reestruturação do atendimento começará a ser implantado ainda este ano. Os representantes dos trabalhadores reafirmaram o posicionamento contrário à terceirização e voltaram a reivindicar a contratação de mais empregados.

Da Redação do Seeb Brasília, com informações da Fenae