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Menos de 10 anos depois acontecia a primeira greve de bancários da história, iniciada em Santos SP), em 18 de abril de 1932. Eram os funcionários do Banespa que reivindicavam melhorias salariais e das condições sanitárias havia grande incidência de tuberculose à época. Essa greve foi vitoriosa, mas a conquista que marcou a década de 30 foi a redução da jornada de trabalho para seis horas, em novembro de 1933.
A primeira greve nacional da categoria bancária foi deflagrada em julho de 1934, com duração de três dias. As principais reivindicações eram aposentadoria aos 30 anos de serviço e 50 de idade (na época a média de vida era bem menor do que é hoje), estabilidade no emprego a partir de um ano trabalhado e criação de caixa única de aposentadoria e pensões. Com a paralisação, nasceu o IAPB (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários).
Durante a ditadura Vargas (1937-45) e a Segunda Guerra Mundial (39-45), as lutas sindicais arrefeceram. Mas a organização e a busca por novas conquistas prosseguiram, com momentos de avanços e de recuos. Até chegar a greve de 1951. Os efervescentes anos 60 começaram com lutas e conquistas. Na campanha de 61, os bancários fazem nova paralisação nacional, a terceira da categoria. Chamada greve da dignidade, conquistou 60% de reajuste e o 13º salário.
Em 1961, um ano depois da inauguração da nova capital, é fundado o Sindicato dos Bancários de Brasília. No ano seguinte, mais uma vez os sindicatos partem para ações unificadas, garantindo direitos como o fim do trabalho aos sábados, abonos semestrais nos salários e anuênio. Mas chega 1964 e o golpe militar. O movimento sindical volta a se rearticular apenas na segunda metade da década de 70. E passa por uma grande ascensão na década de 80.
Em 1982, os bancários unificaram a data-base nacionalmente em 1º de setembro. No ano seguinte, com participação decisiva dos bancários é criada a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e é realizada a primeira greve geral ainda no regime militar.
Em 1985 os bancários fazem a primeira greve nacional pós-64, talvez a maior da história da categoria, e conquistam reposição de perdas salariais. No ano seguinte, os empregados da Caixa fazem uma greve nacional, são reconhecidos como bancários e conquistam a jornada de 6 horas.
Nas décadas de 80 e 90, os bancários ajudam a organizar movimentos de massa fundamentais para a redemocratização do país. Em 1984, na campanha das Diretas Já. Dois anos depois, pela convocação da Assembléia Nacional Constituinte, que acabou sendo instalada em 1997. Ali nasceu a atual Constituição Federal, promulgada em 88. E depois, em 92, pelo impeachment de Collor.
Desde as primeiras lutas, no início do século 20, os bancários buscaram a unificação da categoria e a democratização de suas representações. Foi com esse objetivo estratégico que criaram em 1992 o Departamento Nacional dos Bancários (DNB), filiado à CUT, depois a Confederação (CNB). É o mesmo princípio que norteia as campanhas nacionais dos últimos três anos, quando a categoria conquistou aumento real de salário pela primeira vez em duas décadas.
Foi nessa trajetória de lutas que a categoria conquistou todos os seus direitos: jornada de 6 horas, férias de 30 dias, piso salarial, 13º, vale-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche, auxílio-maternidade e outros direitos da mulher, além de aumentos sucessivos na PLR.
Por isso temos o que comemorar no Dia do Bancário e o direito de sentir orgulho de pertencer a uma categoria que sempre foi um exemplo para os trabalhadores de todo o país.






























































































































































